1ª Parte — 5 a 19 de julho

Reserva de Bilhetes

quinta — 5/07/2018 — 21h30

Drama – DE/BG, 2017  – M/12 – 120 min. V.O. em Alemão, Búlgaro / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização e Argumento: Valeska Grisebach ·  Fotografia: Bernhard Keller · Com: Meinhard Neumann,  Reinhardt Wetrek,  Syuleyman Alilov Letifov

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Num mundo predominantemente masculino como o velho Oeste, um trabalhador alemão que não quer permanecer demasiado isolado com o resto de companheiros expatriados nas montanhas da Bulgária, decide ir à aldeia estabelecer relações com os habitantes locais. A realizadora alemã, Valeska Grisebach, transfere os códigos do Western para a idiossincrasia da Europa actual. A sua nova longa-metragem está cheia de elementos que remetem ao género do Western: cavalos, forasteiros, nativos, rios, ainda que, no entanto, reavive o sentimento romântico de comunhão com a natureza. Há 11 anos que Grisebach não se colocava atrás de uma câmara. E havia muita expectativa, porque o seu filme anterior, Sehnsucht, teve muito êxito, ganhando vários prémios em festivais internacionais. Western mostra uma aldeia que, como muitas outras pequenas comunidades, manifesta uma certa hostilidade para com os recém-chegados. No entanto, Grisebach defende estas aldeias, estes lugares que se encontram à margem do ritmo e do stresse urbano. Lugares suspendidos nos quais o tempo é uma presença evanescente, onde as pessoas vivem com simplicidade e dão importância às coisas realmente essenciais. Não o percam!

2018 
-Adquirido pela Colecção MoMA New York
-Prémio de Cinema Alemão: 
Nomeado Melhor Filme
-Associação de Críticos Alemães de Cinema:
Melhor filme e Melhor Actor

2017
 -Festival de Cannes:
 Secção Oficial “Un Certain Regard” 
-Festival de Cinema Europeu de Sevilha:
 Prémio do Júri 
-Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata:
 Melhor Realizador
-Art Film Festival:
 Melhor Realizador
 

sexta — 6/07/2018 — 21h30
Toivon Tuolla Puolen

Comédia dramática – FI/DE,  2017, 100 min. – M/12 – V.O. Finlandês, Inglês / English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Aki Kaurismäki · Fotografia: Timo Salminen · Com: Ville Virtanen, Dome Karukoski, Kati Outinen

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Aki Kaurismaki regressa com esta comédia dramática bela e minimalista, a segunda longa-metragem da Trilogia Portuária que começou com Le Havre em 2011. O Outro Lado da Esperança é sobre dois homens que querem começar uma nova vida: um vendedor de camisas decidido a abrir o seu próprio restaurante e um jovem que chega da Síria de barco à procura da sua irmã. Kaurismaki não abandona o seu estilo particular, caracterizado por uma espécie de humor absurdo e pela sobriedade interpretativa dos seus actores, ainda que nesta ocasião parece estar mais interessado do que o habitual em abordar temas ligados à actualidade, iluminando-os com optimismo. “Com este filme esforcei-me em romper com a visão europeia de que todos os refugiados são vítimas patéticas ou emigrantes arrogantes que invadem os nossos países para tirar-nos o trabalho, a mulher, a casa e o carro”, explicou o próprio realizador. Vencedor do Urso de Prata para o melhor realizador do Festival de Berlim em 2017, O Outro Lado da Esperança cumpre o objectivo que Kaurismaki tem com cada um dos seus filmes: que os espectadores saiam do cinema mais felizes do que entraram. O realizador finlandês anunciou que este será o seu último filme. Por agora vamos aproveitar O Outro Lado da Esperança, esperando que mude de opinião, porque o mundo precisa do cinema de Kaurismaki!

 

2017

- Festival de Berlim:  

Urso de Prata Melhor Realizador

- Festival de Munique:

Melhor Realizador Internacional

- Festival de San Sebastián:

FIPRESCI Filme do Ano

- Luxembourg City Film Festival:

Grande Prémio

- Prémios do Cinema Europeu:

Nomeado Melhor Filme e Melhor Realizador.

sábado — 7/07/2018 — 21h30
Love and Bullets

 

Comédia, Musical – IT,  2017 – M/12 – 133 min. V.O. em Italiano / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização: Antonio Manetti, Marco Manetti · Argumento: Antonio Manetti, Marco Manetti, Michelangelo La Neve · Fotografia: Francesca Amitrano · Música: Aldo De Scalzi, Pivio Com: Giampaolo Morelli, Carlo Buccirosso,  Serena Rossi

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Uma surpreendente comédia na qual se mistura uma história criminal do mundo da Camorra com o musical napolitano, a “sceneggiata”. É a grande vencedora dos David di Donatello, os prémios institucionais do cinema Italiano. Don Vincenzo Strozzalone é um dos chefes da Camorra, apelidado de “O rei dos peixes” (“il re del pesce”), que depois de salvar a sua vida por uma unha negra, decide aposentar-se do seu ofício de mafioso. Aconselhado por Donna Maria, a sua esposa cinéfila, finge estar morto, tal como James Bond. Fátima está no lugar errado à hora errada, descobrindo o plano idealizado por Donna Maria. Em Ammore e Malavita há piscadelas de olho indirectas a filmes como Johnny Stecchino de Roberto Benigni e directas a outros como a Gomorra de Matteo Garrone. Trata-se de um musical assinado por Pivio y Aldo De Scalzi; uma reinterpretação pessoal de Rhythm & Blues e da tradição popular napolitana. Marco e Antonio Manetti (Manetti Bros.) brincam com todos os estereótipos sobre Nápoles (a música, a boazona, os sentimentos desmesurados, as personagens excessivas, a intromissão do crime), que nos impedem de parar de rir de início ao fim do filme. Para quem conhecer Itália, Ammore e Malavita será absolutamente hilariante!

2018

-Prémios David di Donatello:

 Melhor filme, Melhor Actriz Secundária, Melhor Música...

2017

 -Festival de Veneza:

 Melhor Producção, Melhor Elenco

domingo — 8/07/2018 — 21h30
Quanto Mais Quente Melhor

Comédia – US, 1959 – M/12 – 120 min. V.O. Inglês / Legendado em Português 

Realização: Billy Wilder · Argumento: Billy Wilder, I.A.L. Diamond ·  Fotografia: Charles Lang · Com: Marilyn Monroe,  Jack Lemmon,  Tony Curtis  

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Ambientado em 1929, o enredo gira em torno de dois músicos que foram testemunhas do massacre de San Valentín, e se disfarçam de mulheres para escapar à máfia. Billy Wilder criou uma situação explosiva de gangsters e travestismo com Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon e George Raft. Este faz uma paródia de si mesmo ao representar o papel de gangster que tantas vezes encarnou nos anos 30, entre eles em Scarface de Howard Hawks junto a Paul Muni. Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis estão esplêndidos nos seus papéis, tornando-se Monroe numa das actrizes fetiche do realizador de origem austríaca. Escrito em conjunto com o seu colaborador habitual, I. A. L. Diamond (O Apartamento ou Um, Dois, Três), é ambientada nos felizes anos 20 com diversas referências, sejam sociopolíticas, como a lei seca, ou culturais, com citações aos ídolos do cinema mudo Rudolfo Valentino e Ramón Navarro ou ao cantor Rudy Vallee. Billy Wilder utiliza códigos humorísticos, jogos de identidades e mal-entendidos, para parodiar o cinema de gangsters e filmar uma das melhores comédias da história do cinema.

1959

- Prémios Óscar: 

Melhor Figurino

Nomeado Melhor Realizador, Melhor Actor (Jack Lemmon), Melhor Argumento, Melhor Fotografia, Melhor Direcção Artística 

1960

-Globos de Ouro:

Melhor Comédia, Melhor Actriz em Comédia ou Musical (Marilyn Monroe) e Melhor Actor em Comédia ou Musical (Jack Lemmon)

- Prémios BAFTA:

Melhor Actor Estrangeiro (Jack Lemmon)

segunda — 9/07/2018 — 21h30

Drama – CL/ES/US/DE, 2017 – M/14 – 104 min. V.O. Espanhol / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização: Sebastián Lelio · Argumento: Sebastián Lelio, Gonzalo Maz · Fotografia: Benjamín Echazarreta · Com: Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco

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Para Sebastián Lelio, Una Mujer Fantástica, surge de uma ideia: “Que acontece se a pessoa que amas morre nos teus braços, e esses braços são o pior sítio para o teu companheiro morrer?” Marina, interpretada pela actriz Daniela Vega, será o alvo da hostilidade e de constantes humilhações da família de Orlando, o seu companheiro recentemente falecido. Tanto Marina como Glória (protagonista e título do seu filme anterior), estão perfeitamente preparadas para esta sociedade, é a sociedade que não está preparada para elas. Como diz Lelio, trata-se de um clássico cavalo de Tróia, mas com um coração “hipermoderno”, e, desse jogo, surge a questão estética e ética que faz do filme aquilo que é. Una Mujer Fantástica é um manifesto sobre o amor e o empoderamento. Desde o ano passado, Daniela Vega recebeu vários prémios e foi a primeira mulher transgénero a estar presente na gala dos Óscares, na qual Una Mujer Fantástica recebeu o Óscar de melhor filme estrangeiro. Sem nunca se preocupar por estar enquadrado nas normas rígidas de um género, Una Mujer Fantástica maravilha-nos do início ao fim, graças ao seu sólido casting, ao seu guião e a uma aposta visual subtil e interessante: a cidade de Marina é uma cidade de espelhos.

2018

 -Prémios Óscar: 

Melhor Filme Estrangeiro

 - Prémios Platino: 

Nomeado Melhor Filme Ibero-Americano

 -Globos de Ouro: 

Nomeado para Melhor Filme Estrangeiro

 -Prémios Goya:  

Melhor Filme hispano-americano

2017

 - Associação de Críticos de Cinema de Chicago:  

Nomeado Melhor Filme de Língua Estrangeira

- Festival de Havana: 

Prémio do Júri Melhor Filme

- Festival de Berlim:  

Melhor Argumento

terça — 10/07/2018 — 21h30
Krizácek

Estreia Absoluta em Portugal

Drama – CZ/SK/IT, 2017– M/12 – 115 min. V.O. em Checo / English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Václav Kadrnka · Argumento: Václav Kadrnka, Vojtech Masek, Jirí Soukup, Jaroslav Vrchlický · Fotografia: Jan Baset Stritezsky · Com: Karel Roden,  Ales Bilík,  Matous John 

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Little Crusader inspira-se num poema épico do poeta checo Jaroslav Vrchlický, em que uma criança (Matous John), com uma pequena armadura de cruzados, sai de casa em busca da Terra Santa. O seu pai (Karel Roden), ao dar-se conta da sua ausência, sai à sua procura, entrando numa viagem onde realidade e sonhos se confundem. Little Crusader retrata o medo da ausência ou da perda de um ser querido. Uma viagem interior que acaba transbordando para o exterior. O tema das Cruzadas das crianças esteve sempre envolta em mistério e é ainda objecto de debate entre os historiadores. Para Václav Kardnka, esta cruzada em Little Crusader deve ser entendida em termos simbólicos, como a procura de um ideal puro e belo. Com um tratamento minimalista da época medieval, o filme compõe-se de autênticos quadros; quadros austeros, branqueados pelo sol. A arquitectura do filme e as suas paisagens, previamente concebidas pelo pintor Daniel Pitin, incorporam a viagem interior desse pai em busca do seu filho. Little Crusader não está, e certamente não será, distribuído em Portugal, nem em muitos países europeus, pelo que é uma excelente oportunidade para o ver. Um filme que nos oferece a possibilidade de contemplar os seus belos quadros. Um cinema que vive e respira!

2018

- Prémios Leões Checos:

Leão Checo Melhor Música 

Nomeado Melhor Realizador, Melhor Actor, Melhor Argumento, Melhor Fotografia...

2017

- Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary:

Globo de Cristal Melhor Filme

 - Festival de Sevilha: 

Nomeado Melhor Filme

quarta — 11/07/2018 — 21h30

DramaUS/GR, 2016  – M/12 – 85 min. V.O. Inglês / Legendado em Português 

Realização: Ira Sachs· Argumento: Ira Sachs, Mauricio Zacharias · Fotografía: Óscar Durán · Com: Greg Kinnear, Jennifer Ehle, Paulina García.  

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Brian Jardine (Greg Kinnear), herda uma casa em Brooklyn. Devido às dificuldades económicas, os Jardine mudam-se para a nova casa onde conhecem Leonor (Paulina García), uma imigrante que tem um negócio de roupas no rés-do-chão da propriedade. Desta forma, o filho de Brian e Leonor iniciam uma estreita amizade baseada na confiança e inclinação mútua para a arte. A situação complica-se quando, perante a urgência económica dos Jardine, Brian aumenta o preço do aluguer da loja. Little Men é a extensão do filme anterior de Ira Sachs, Love is Strange, no qual a crise económica afectava o amor. Ira Sachs retrata um fenómeno urbano, como é o da “gentrificação”, e pode dizer-se que há poucos exemplos cinematográficos que o abordem com a mesma determinação. Poderia ser um filme de Tchékhov (não será por acaso que a peça de teatro que o pai de Jake interpreta é "A Gaivota"). Com cada fade em preto, Sachs parece inaugurar um novo capítulo na sua história. É um filme pausado e intimista, mas também dinâmico, no qual os personagens estão numa aprendizagem contínua ou no reconhecimento de novas situações que surgem. Little Men é um filme sentimental e emocional que tem um elenco impecável.

Considerado pelos críticos nacionais e internacionais como um dos melhores filmes do ano.

2017

- Film Independent Spirit Awards:

Nomeado Melhor Argumento

2016

 - Festival de Berlim:

  Nomeado Melhor filme

- Festival de Deauville: 

  Grande Prémio

quinta — 12/07/2018 — 21h30

Suspense US, 2017  – M/16 – 99 min. V.O. Inglês / Legendado em Português 

Realização: Ben Safdie, Joshua Safdie · Argumento: Ronald Bronstein, Joshua Safdie ·  Fotografia: Sean Price Williams · Com: Robert Pattinson,  Ben Safdie,  Taliah Webster  

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Com a realização dos irmãos Benny e Josh Safdie, este filme carregado de adrenalina segue a trepidante aventura de dois irmãos a partir do momento em que o seu plano de enriquecerem e fugirem para um canto remoto do planeta se frustra. A partir do momento em que o seu irmão é preso, Connie Nikas começará a grande aventura pela noite selvagem de Nova Iorque. A motivação da aventura é clara, e produz-nos grande ternura: o amor fraternal dos dois irmãos. Sujeito e cidade, neste caso Nova Iorque, confundem-se; pelo ritmo acelerado e pela função dramática das cores. O néon, os verdes escuros e um reluzente bordeaux fosforescente, nas caras dos irmãos, constituem a expressão visual desta metrópole. O espectador participa numa espécie de experiência interactiva, no momento em que o plano fracassa, algo que já estava escrito no destino dos protagonistas, dois marginais sociais. Good Time consegue entrar em sintonia com o público, respondendo às suas expectativas; uma satisfação semelhante aquela que se produz quando um jogador consegue passar para um novo nível de dificuldade. Considerado pela crítica nacional e internacional como um dos melhores filmes de 2017. Não percam a oportunidade de a ver!

2018

-International Cinephile Society:

Prémio Melhor Montagem

-Independent Spirit Awards:

Nomeado Melhor Realizador, Melhor Actor, Melhor Actriz Secundária.


2017
-Festival de Cannes:

Secção Oficial, Melhor Compositor

-Associação de Cinema de Críticos de Boston:
Top 10 - Melhores Filmes do Ano

 

sexta — 13/07/2018 — 21h30

Comédia dramática – GB, 2017, 71 min. – M/14 – V.O. em Inglês / Legendado em Português

Realização e Argumento: Sally Potter · Fotografia: Aleksei Rodionov · Com: Patricia Clarkson, Bruno Ganz, Cherry Jones

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A história é muito simples: Janet acaba de ser nomeada secretária do Ministério da Saúde e, para comemorar, convida vários amigos para uma festa na sua casa em Londres. O que parecia ser uma noite feliz, transforma-se num encontro cheio de surpresas. The Party flui com um excelente ritmo, durante os seus 71 minutos. Com um fantástico argumento, inteligente e divertido, Sally Potter remete-nos para a situação social e política da Grã-Bretanha. Tudo a preto e branco. Esta brilhante comédia é gravada em tempo real num apartamento, como uma pequena peça de teatro. Sally Potter será sempre conhecida por Orlando, famoso filme de 1993, baseado no romance homónimo de Virginia Wolf. Potter foi nomeada Oficial da Ordem do Império Britânico em 2012. O elenco de actores é magnífico, com Kristin Scott Thomas, Cillian Murphy, Patricia Clarkson, Emily Mortimer, Timothy Spall e Bruno Ganz. Cada personagem poderia muito bem representar um tipo de político diferente. Uma personagem que nunca aparecerá, mas pela qual todos esperam, é Marianne, que tem qualquer coisa de Rebecca de Hitchcock, a não-imagem do desejo, naquilo que a política ocidental se tornou. Em suma, um filme com uma grande dose de crítica social e com um magnífico humor sarcástico.

2017

- Festival de Berlim: 

Nomeado Melhor Filme

Prémio do Sindicato de Actores para Sally Potter

- British Independent Film Awards (BIFA): 

Melhor Actriz Secundária

sábado — 14/07/2018 — 21h30
Det Sjunde Inseglet  //// Centenário do Nascimento do Ingmar Bergman

21h30: Apresentação da sessão pelo invesigador de Cinema e Filosofia, António Rebelo, especialista em Ingmar Bergman

Drama, Fantasia – SE, 1957 – M/12 – 96 min. V.O. Sueco, Latim / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização: Ingmar Bergman · Argumento: Ingmar Bergman ·  Fotografia: Gunnar Fischer (B&W) · Com: Max von Sydow,  Gunnar Björnstrand,  Nils Poppe

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Comemoramos o centésimo aniversário de Ingmar Bergman com este clássico do cinema universal. Situado na Europa medieval durante o período da peste negra, conta a história da jornada de um cruzado (Max von Sydow) e do jogo de xadrez que ele joga com a Morte (Bengt Ekerot). Bergman desenvolveu o enredo do filme baseando-se numa peça de teatro de sua autoria, intitulada "Pintura sobre painel".

O Sétimo Selo, com uma estética e um discurso de grande beleza, levanta questões sobre o mistério da vida e da morte. Em todo o trabalho de Bergman há uma evidente preocupação de tipo existencialista, uma inquietação com o nada e o sentido da vida. É palpável como o trabalho de Kierkegaard deixou uma profunda impressão em Bergman.

Segundo o realizador, o filme surgiu "contemplando os motivos das pinturas medievais", porém, livre do historicismo medieval. Para Bergman, Det Sjunde Inseglet "é um empreendimento de poesia moderna, que traduz as experiências de vida de um homem moderno... ".

Sem dúvida, um dos melhores filmes da história do cinema!

1957

Festival de Cannes: 

Prémio Especial do Júri (Ex aequo com Kanal)

domingo — 15/07/2018 — 21h30
A Paixão de Van Gogh

Biografia, Animação – PL/GB/US, 2017 – M/14 – 95 min. V.O. em Inglês / Legendado em Português 

Realização: Dorota Kobiela,  Hugh Welchman · Argumento: Dorota Kobiela, Hugh Welchman, Jacek Dehnel · Animação: Tristan Oliver, Lukasz Zal · Voz: Douglas Booth, Helen McCrory ,  Saoirse Ronan.

 

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Loving Vincent é o primeiro filme de animação em óleo de toda a história do cinema!
A narrativa desenrola-se em Paris durante o verão de 1891. Armand Roulin, a mando do seu
pai, o carteiro Joseph Roulin, deve enviar uma carta póstuma de Van Gogh ao seu querido irmão Theo. A sua trajectória tornar-se-á uma espécie de investigação policial.

Dorota Kobiela, que estudou Belas Artes e trabalhou como pintora antes de se dedicar ao
cinema, aventurou-se neste trabalho, fascinada com a leitura das cartas de Van Gogh ao seu
único confidente e irmão Theo. Mais de cem artistas reproduziram em óleo cada um dos fotogramas das cenas filmadas com actores e actrizes em cenários extraídos do trabalho do artista Vincent Van Gogh, que se destacou por ser um autor prolífico, embora em vida não tenha obtido qualquer reconhecimento. O filme provoca um impacto visual extraordinário e sem precedentes até hoje, pois consegue fazer de cada fotograma uma obra de arte em si, até completar a maior galeria “vangoghiana” jamais realizada.

Loving Vincent, certamente, faz com que fiquemos mais apaixonados por Vincent.

2018

- Prémios Óscar: 

Nomeado Melhor Filme de Animação.

- Globos de Ouro: 

Nomeado Melhor Filme de Animação.

- Prémios BAFTA:

 Nomeado para Melhor Filme de Animação.

 

2017

- Prémios do Cinema Europeu: 

Melhor Filme de Animação.

segunda — 16/07/2018 — 21h30

 

Comédia, Drama – US, 2017, 111 min. – M/14 – V.O. em  Inglês / Legendado em Português

Realização: Sean Baker · Argumento:  Sean Baker, Chris Bergoch · Fotografia: Alexis Zabe · Com: Brooklynn Prince, Bria Vinaite, Willem Dafoe.

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Sean Baker propõe-nos continuar a olhar para as classes excluídas do American Way of Life, como em Tangerine, mas, desta vez, colocando o seu foco na infância de uma criança, Moonee, que mora num motel nos arredores do emblemático país dos sonhos, a Disney World.

O título do filme está relacionado com o projeto urbano que Walt Disney desenvolveu para este lugar, o "Protótipo Experimental da Comunidade do Amanhã": uma cidade ideal para vinte mil residentes. Como morreu antes de os seus planos serem realizados, o EPCOT acabou por tornar-se uma extensão do parque temático da Disney, mas já longe do plano urbano que tinha idealizado. Baker compõe uma bolha visual marcada por cores pastel, que nos remetem para um mundo e imaginário infantis. No entanto, o motel "Magic Castle", onde Moonee e a sua mãe vivem, surge como a vitrine de uma realidade distante do mundo imaginário da Disney.

Sean Baker escolhe este plano de fundo subliminar para retratar o projeto fracassado da Disney com as pessoas reais que lá habitam e fá-lo de uma forma terna e fresca, como é a interpretação de Brooklyn Prince, na personagem de Moonee. Delicioso!

2018

- Prémios Óscar: 

 Nomeado Melhor Actor Secundário

- Globo de Ouro 

Nomeado Melhor Actor Secundário

2017

- Awards Circuit Community Awards

Menção Honrosa

- American Film Institute (AFI)

Top 10 - Melhores Filmes do Ano

- British Independent Film Awards (BIFA)

Nomeado Melhor Filme Independente 

terça — 17/07/2018 — 21h30
A Lagosta

Comédia Dramática, Fantasia, Romance – US/IE/GB/NL/FR/GR, 2015 – M/16 – 118 min. V.O. em Inglês / Legendado em Português 

Realização: Yorgos Lanthimos ·  Argumento: Efthymis Filippou, Yorgos Lanthimos ·  Fotografia: Thimios Bakatakis · Com: Colin Farrell,  Rachel Weisz,  Jessica Barden.

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O filme do grego Yorgos Lanthimos, enquadrado dentro de uma ficção científica muito pessoal, arranca com uma insólita abordagem: encontramo-nos numa sociedade onde os solteiros de A Cidade são detidos e transferidos para O Hotel. Na sua nova residência têm um prazo máximo de 45 dias para encontrar um parceiro amoroso. Se não o conseguirem são transformados em animais e soltados num lugar a que chamam O Bosque. The Killing of a Sacred Deer, o seu último filme, ganhou o prémio de Melhor Argumento no Festival de Cannes (2017), e partilha com os seus filmes anteriores (Canino, Alps e The Lobster), uma estrutura narrativa bem definida e um humor a meio caminho entre a tragédia, a comédia e o absurdo, inspirando-se, sem dúvida, no universo de Kafka. Embora toda a sua obra seja atravessada por um diagnóstico perspicaz da nossa sociedade, com umas personagens distantes e frias, The Lobster tem características únicas. Lanthimos procura a ternura no meio do marasmo do disforme. Essa é talvez a sua mais notável ruptura, onde o grotesco dá lugar à beleza e à ternura. 

Em The Lobster há esperança.

2017 

- Prémios Óscar

Nomeado Melhor Argumento

- Globos de Ouro

Nomeado Melhor Actor 

2016

-Prémios BAFTA

Nomeado Melhor Filme Britânico

2015

-Festival de Cannes

Prémio do Júri

-British Independent Film Awards (BIFA)

Prémio Melhor Actriz Secundária. 7 Nomeações

quarta — 18/07/2018 — 21h30
Custódia Partilhada

Drama – FR, 2017  – M/12 – 93 min. V.O. em Francês / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização e argumento: Xavier Legrand ·  Fotografia: Nathalie Durand · Com: Léa Drucker,  Denis Ménochet,  Thomas Gioria.

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A primeira longa-metragem do realizador francês Xavier Legrand é, praticamente, a continuação da sua curta Avant que de Tout Perdre, de 2012, nomeada ao Óscar. Denis Ménochet e Léa Drucker retomam seus papéis como Antoine e Myriam, casal protagonista, ao lado de Mathilde Auneuveux, como a filha mais velha. O filme oscila entre o drama social, o suspense e o thriller, para contar a história de uma criança cujos pais separados partilham a sua custódia. Vítima de um pai ciumento e na ânsia de proteger a sua mãe assediada, Julien fará tudo ao seu alcance para evitar que o pior aconteça. Começa, praticamente como um documentário, com a recriação em tempo real de uma audiência pela custódia de um filho, uma cena excelentemente narrada, com a câmara perto das personagens. Tudo se baseia na tensão e na aproximação à verdade. Legrand brilha não só no desenvolvimento de uma história que nos prende e nos arrasta para um vórtice de terror, mas também no uso de certos elementos formais de filmes de género para transmitir a angústia da terrível ameaça a que mãe e filho estão sujeitos. Os críticos dizem que estamos perante um filme que se situa entre Chabrol e Hitchcock. O facto é que este filme tem recebido imensos prémios e onde estreou obteve aclamação do público. Sem dúvida, é um filme brilhante, actual e necessário!

2018

-Festival de Cinema de Glasgow: 

Nomeado Prémio do Público

-Festival de Cinema de Miami: 

Nomeado Melhor Argumento

2017

-Festival de Veneza: 

Leão do Futuro - Prémio Melhor Primeira Obra, Leão de Prata Melhor Realizador

-Festival Internacional de Cinema San Sebastián: 

Prémio do Público Melhor Filme Europeu

-Festival de Cinema de Filadélfia: 

Nomeado Melhor Primeira Longa-metragem

-Festival Internacional de Cinema de Toronto: 

Nomeado Prémio Platform 

-Festival de Cinema de Zurique: 

Menção Especial Longa-Metragem Internacional

quinta — 19/07/2018 — 21h30

Sessão Especial Filme Musicado ao Vivo por Shaolines del Amor

Tomás Tello & Raúl Gómez  

Ficção Científica – URSS, 1924, 111 min. – M/12 – V.O. em Russo / English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Yakov Protazanov · Argumento: Aleksei Fajko, Fyodor Otsep (Romance: Aleksei Tolstoy) · Fotografia: Emil Schünemann, Yuri Zhelyabuzhsky · Com: Yuliya Solntseva, Igor Ilyinsky, Nikolai Tsereteli

 

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Depois de ter disparado sobre a mulher num ataque de ciúmes, Los decide fugir da Terra para o planeta Marte acompanhado por Gussev e Kratsov. Na chegada, eles são recebidos por Aelita, uma rainha que foi despojada do poder. O governo de Marte, que se tornou instável como resultado de guerras internas, deve enfrentar o crescente descontentamento dos marcianos. Para parar qualquer rebelião, o primeiro-ministro, opositor a Aelita, manda prender Los e os camaradas. A revolução de Marte está em andamento...

O primeiro filme soviético de ficção científica e provavelmente a primeira longa-metragem da história que fala, por completo, de viagens espaciais. Em 1925, Protazanov recebeu, por Aelita, o prémio na exposição internacional de artes decorativas e industriais em Paris. Merecem destaque os trajes construtivistas projetados por Aleksandra Ekster, bem como os cenários construtivistas projetados por Isaac Rabinovich e Víctor Simov. A influência de Aelita pode ser vista em vários filmes subsequentes, incluindo a série Flash Gordon e o filme Metropolis, de Fritz Lang. 

Aelita não pode ficar por mais tempo remetido ao esquecimento!

2ª Parte — 29 de julho a 5 de agosto

Reserva de Bilhetes

domingo — 29/07/2018 — 21h30

Comédia –GB/FR, 2017  – M/12 – 106 min. V.O. Inglês / Legendado em Português 

Realização: Armando Iannucci · Argumento: Armando Iannucci, David Schneider, Ian Martin, Peter Fellows (BD: Fabien Nury, Thierri Robin) · Fotografia: Zac Nicholson · Com: Steve Buscemi,  Simon Russell Beale,  Jeffrey Tambor.

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A segunda longa-metragem do escocês Armando Iannucci recria a morte do Presidente da União Soviética, Josef Stalin, ocorrida em 5 de Março de 1953, e a luta pela sucessão que se desenvolveu nos dias subsequentes à sua morte. Esta sátira política é inspirada na BD homónima dos franceses Fabien Nury e Thierry Robin. Armando Iannucci é conhecido pelas suas obras de sátira política, como foi a sua primeira longa-metragem In the Loop, ou pelas suas séries para televisão, como The Thick of It ou, a ainda activa, Veep, que recria o ambiente de uma vice-presidente fictícia dos Estados Unidos e a insanidade permanente da política de Washington.

Este filme já causou um verdadeiro escândalo na Rússia. O Ministério da Cultura da

Rússia cancelou, dois dias antes da data marcada, a estreia desta comédia franco-britânica,

denunciada como ofensiva por cineastas e políticos russos. A Morte de Estaline devolve-nos um género que achávamos perdido, a sátira política, um tema que nos deu filmes maravilhosos no passado, como Duck Soup (Os Grandes Aldrabões), O Grande Ditador ou um mais atual como o Dr. Strangelove ou Como aprendi a parar de me preocupar e a amar a bomba. Todos eles filmes hilariantes!

2018

 - Monte Carlo Film Festival

Melhor Realizador 

- Festival de Cinema de Gotemburgo:

Nomeado Competição Internacional 

- Prémios BAFTA

Nomeado Melhor argumento, Melhor Filme Britânico

2017

-Festival Internacional de Turim: 

Prémio FIPRESCI 

-Festival Internacional de Toronto: 

Nomeado Platform Prize,  Armando Iannucci 

segunda — 30/07/2018 — 21h30
O Quadrado

Comédia dramática – SE/FR/DE/DK, 2017, 142 min. – M/14 – V.O. em Sueco / English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Ruben Östlund · Fotografia: Fredrik Wenzel · Com: Claes Bang, Elisabeth Moss, Dominic West

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Somos conscientes e coerentes com as nossas acções quando falamos e invocamos os ideais de igualdade e fraternidade? Essa é uma das muitas perguntas que O Quadrado lança, a comédia de Ruben Östlund, vencedora da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Como em Turist (Força Maior), o seu filme anterior, no qual a avalancha de neve não era

uma ameaça real, também em O Quadrado a simulação traz à tona a verdadeira natureza do director do museu, Christian, interpretado por Claes Bang. Na véspera da inauguração de uma nova instalação chamada "The Square", na qual o conceito de que "A Praça" é um espaço onde "todos se devem sentir seguros e felizes e confiar nas pessoas", Christian é assaltado. O roubo da carteira tornará patente o seu lado mais mesquinho, especialmente para aqueles que ele considera intelectual e economicamente inferiores. Contrariado por sentir-se como uma victima, ele cria um plano para localizar o telemóvel. A pesquisa irá revelando uma realidade muito diferente daquela em que normalmente se move: a miséria que também existe nas ruas de Estocolmo. O jogo entre o natural e o artificial, entre a verdade e o simulacro, entre o que se encaixa numa estrutura civilizadora e o que não se encaixa, são os planos nos quais o filme se move. Östlund lembra-nos o que está fora da caixa e fá-lo com enorme graça!

2018

-Prémios Óscar: 

Nomeado Melhor Filme de Língua Estrangeira

-Globos de Ouro

Nomeado Melhor Filme em Língua Estrangeira

-Prémios Goya:

Melhor Filme Europeu

2017 

-Festival de Cannes: 

Palma de Ouro - Melhor Filme

-European Film Awards:  

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Comédia, Melhor Actor, Melhor Argumento, Melhor Direcção Artística

-Associação de Críticos de Cinema de Chicago: 

Melhor Filme de Língua Estrangeira 

terça — 31/07/2018 — 21h30
Insyriated

Drama – FR/BE/LB, 2017 – M/16 – 87 min. V.O. Árabe / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização e Argumento: Philippe Van Leeuw · Fotografia: Virginie Surdej · Com: Hiam Abbass,  Diamand Bou Abboud,  Juliette Navis.

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No interior de um apartamento em Damasco, uma família de classe média vive com medo da ameaça exterior. A esta família, junta-se uma das vizinhas com um filho recém-nascido e o seu marido. A saída à rua deste último será o dispositivo narrativo da história, que se vai desenrolando sobre uma fingida quotidianidade das acções. A personagem interpretada por Hiam Abbas reforça o poder feminino construindo um refúgio em sua casa para manter a salvo os que puder proteger. Na Síria, do realizador belga Philippe Van Leeuw, não é um relato sobre a guerra, nem sobre o conflito sírio em particular, em nenhum momento mostra a crueldade de forma explícita, está antes mais interessado em retratar as atitudes e implicações humanas perante a guerra. Poderia tratar-se perfeitamente de qualquer outro lugar. O filme parece plasmar na perfeição a frase «O mundo está à minha volta e não em frente», do filósofo Merleau-Ponty. A resposta de por que todas as suas personagens estão encerradas encontra-se no exterior; um exterior invisível para nós, onde o som assume um lugar fundamental na história. Um filme verdadeiramente cativante!

2017

- Festival de Berlim

Prémio do Público (Secção Panorama)

- Copenhagen Film Festivals

Prémio do Público Politikens

- Festival de Sevilha

Grande Prémio do Público

quarta — 1/08/2018 — 21h30
Teströl és Lélekröl

Drama, Romance, Fantasia – HU, 2017, 116 min. – M/16 – V.O. Húngaro / English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Ildikó Enyedi · Fotografia: Máté Herbai · Com: Alexandra Borbély, Géza Morcsányi, Réka Tenki

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Corpo e Alma é um filme original, terno e dinâmico, com uma narração de base principalmente poética. É uma fábula mágica que pendula entre a dura realidade e os sonhos. É a história entre duas personagens solitárias que tentam desajeitadamente aproximar-se uma da outra e encontrar o seu lugar no mundo, com muitos momentos que podem produzir sorrisos no espectador pela originalidade dos protagonistas.

Durante uma inspecção médica, uma psicóloga descobre que dois funcionários de uma fábrica de produtos de carne, Endre e María, compartilham os mesmos sonhos todas as noites. O problema é que Endre renunciou ao amor e Maria tem Asperger, não conseguindo deixar que lhe toquem.

Corpo e Alma, vencedor do Urso de Ouro no passado Festival de Berlim e do prémio para Melhor Filme no Festival de Cinema de Sydney, marca o regresso da realizadora e argumentista húngara Ildikó Enyedi, que volta à realização com seu quinto filme, depois de 18 anos em que esteve desaparecida cinematograficamente. Com uma fotografia primorosa, testemunhamos um forte contraste entre as imagens de uma fábrica de produtos de carne e as de um belo bosque nevado. Uma fotografia que encarna os sonhos compartilhados entre as duas personagens e que retrata magnificamente as emoções que se descolam dos sonhos e se filtram na vigília. Fabuloso, poético e lindo!

2018

-Prémios Óscar

Nomeado Melhor Filme em Língua Estrangeira

-Festival Internacional de Sofia

Melhor Filme

2017

-Festival de Berlim

Urso de Ouro  Melhor Filme, Prémio FIPRESCI, Prémio Ecuménico do Júri

-Prémios do Cinema Europeu

Melhor Actriz  

-Festival de Sidney: 

Melhor Filme 

quinta — 2/08/2018 — 21h30
A Livraria

Drama – ES/GB/DE, 2017 – M/12 – 115 min. V.O. em Inglês  / Legendado em Português 

Realização: Isabel Coixet · Argumento: Isabel Coixet (Romance de Penelope Fitzgerald) ·  Fotografia: Jean-Claude Larrieu · Com: Emily Mortimer,  Patricia Clarkson,  Bill Nighy

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The Bookshop, a nova longa-metragem de Isabel Coixet, uma adaptação do romance homónimo de Penelope Fitzgerald, recupera uma das melhores autoras inglesas do séc. XX, sendo The Bookshop um dos livros mais comoventes desta escritora extraordinária. No fim dos anos 50, Florence Green decide tornar realidade um dos seus maiores sonhos: abandonar Londres e abrir uma pequena livraria numa aldeia da costa britânica. Mas para sua surpresa esta decisão vai provocar todo o tipo de reações entre os habitantes da localidade. Coixet conta esta história com extraordinária delicadeza. Imagens, diálogos, silêncios, pequenos e reveladores gestos convivem em harmonia, envolvidos por uma atmosfera magnética. O seu intimismo é contagiante. Grande vencedora dos prémios Goya na passada edição, Isabel Coixet triunfa com três prémios: Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Adaptado. The Bookshop conta com um grande elenco, tendo nos principais papéis Emily Mortimer, Patricia Clarkson e Bill Nighy. Uma história simples que toca o coração dos espectadores!

2018 

-Prémios Goya: 

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado (12 Nomeações)

-Prémios Feroz

3 Nomeações

-Prémios Gaudí

Melhor Direção de Arte, Melhor Música Original (12 Nomeações)

-Berlin Film Festival / Fora de Competição

-Círculo de Escritores Cinematográficos (CEC): 

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Fotografia

sexta — 3/08/2018 — 21h30
In memoriam de Harry Dean Stanton (1926-2017)

Drama – US, 2017, 88 min. – M/14 – V.O. em Inglês / Legendado em Português

Realização: John Carroll Lynch · Argumento: Logan Sparks, Drago Sumonja · Fotografia: Tim Suhrstedt · Com: Harry Dean Stanton, David Lynch, Ron Livingston

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Lucky mostra como é bonito chegar ao crepúsculo da vida e ser capaz de reflectir lucidamente sobre ela. Lucky é um homem solitário. Um dia, ele sofre uma pequena queda que o faz repensar a situação solitária em que se encontra. Mas Lucky, em vez de entrar em depressão e auto-comiseração, procura pequenas emoções em pequenos detalhes da sua vida diária. Não há grande trama narrativa, uma personagem heróica resolvendo conflitos, apenas um homem vivendo o dia-a-dia. Existe um jogo de espelhos entre a vida de Lucky e Harry Dean Stanton. Uma imbricação que vai desde factos biográficos até à criação de relações de amizade entre personagens que refletem sobre a sua própria realidade, como é o caso da participação de David Lynch no filme. A ponto de poder afirmar-se que em ambas as obras, a terceira temporada de Twin Peaks e Lucky, Harry Dean Stanton se foi interpretando a si mesmo. Dois artigos diretamente ligados ao seu primeiro grande papel em Paris, Texas, aquele homem solitário e perdido vagueando no meio do deserto. Com um elenco de personagens (com artistas convidados de luxo) e histórias díspares, é a estreia como realizador do aclamado ator John Carroll Lynch, com uma carta de amor à vida e à carreira de Harry Dean Stanton. Não deixe passar, é uma doçura de história!

2017 

-Festival de Locarno

Competição Oficial

-Gotham Awards: 

Nomeado Melhor Actor (Dean Stanton)

-Satellite Awards

Melhor Actor (Dean Stanton), Melhor realizador - Primeiro Trabalho

-Festival de Gijón: 

Melhor Actor (Harry Dean Stanton), Melhor Banda Sonora Original

-Chicago Film Critics Awards

Nomeado Melhor Actor (Dean Stanton), Realizador Mais Promissor

sábado — 4/08/2018 — 21h30
Le Redoutable

50 anos de Maio de 68

Biografia, Comédia dramática – FR/IT, 2017 – M/14 – 107 min. V.O. em Francês / English Subtitles / Legendado em Português 
Realização: Michel Hazanavicius · Argumento: Michel Hazanavicius (Autobiografia: Anne Wiazemsky) ·  Fotografia: Guillaume Schiffman · Com: Louis Garrel,  Stacy Martin, Bérénice Bejo

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Durante as filmagens de La Chinoise, o cineasta francês Jean-Luc Godard apaixona-se pela actriz Anne Wiazemsky. Um ano mais tarde, após ter-se casado com Anne e aparentemente ter encontrado a estabilidade, Godard está envolvido numa crise devido à recepção negativa do seu filme e aos conflitos sociais que se estão a desenvolver em Paris. Le Redoutable, em português, Godard, o Temível, retrata muito bem uma época. Recria a sua estética, as suas cores, a sua atmosfera, as suas atitudes ideológicas, e faz isso seguindo Godard, um militante maoista dos sete costados, egocêntrico, irritante para com os seus amigos, admiradores e esposa. O livro “Une Année studieuse” de Wiazemsky é o material em que se baseia o filme de Michel Hazanavicius, premiado com 5 Óscares por O Artista (2011). Sem dúvida, vão rir-se com esta personagem em permanente crise.
Em Maio de 1968 o Festival de Cannes foi interrompido. Os cineastas Jean-Luc Godard, François Truffaut e Claude Lelouch boicotaram a 21ª edição. Em seguida, os cineastas Roman Polanski, Louis Malle e a actriz Monica Vitti, jurada do festival, anunciaram a sua adesão aos protestos. Finalmente, Milos Forman, Carlos Saura e Alain Resnais, que competiam pela Palma de Ouro, retiraram os seus filmes. Falamos do famoso Maio de 68 que inundava as ruas de Paris e que este ano celebra o seu 50º aniversário.


2018
Prémios César:
Nomeado Melhor Director e Actor, Melhor Fotografia, Melhor Guião Adaptado, Melhor Direcção Artística
2017
Festival de Cannes: 
Secção Oficial

domingo — 5/08/2018 — 21h30
Sessão apresentada pelo realizador Marco Martins

Às 18h00 Conversa aberta ao público entre Marco Martins e o investigador de cinema Miguel Dinis de Oliveira na ‘Casa das Artes’ de Tavira.  

Em parceria com a 'Casa das Artes' de Tavira

Drama – PT/FR, 2016  – M/14 – 102 min. V.O. em Português / English Subtitles 
Realização: Marco Martins · Argumento: Marco Martins, Ricardo Adolfo · Fotografia: Carlos Lopes · Com: Nuno Lopes,  Mariana Nunes, David Semedo

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Para evitar que a sua mulher e filho voltem para o Brasil, Jorge, um pugilista desempregado, aceita o trabalho de cobrador de dívidas, num mundo cheio de crime e violência. São Jorge de Marco Martins (Melhor Realizador no Festival de Macau) é um duro retrato sobre as consequências da intervenção da Troika em Portugal. Foi seleccionado pela Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas para representar Portugal na Cerimónia dos Óscares, como melhor filme estrangeiro, tal como para os prémios Goya, como melhor filme ibero-americano. São Jorge é um filme repleto de momentos memoráveis, com a belíssima fotografia de Carlos Lopes. O actor Nuno Lopes recebeu o Prémio Orizzonti como Melhor Actor no Festival de Veneza, onde se estreou o filme.
Às 18h00 estão todos convidados para uma conversa aberta ao público entre Marco Martins e o investigador de cinema Miguel Dinis de Oliveira na ‘Casa das Artes’ de Tavira. 
Às 21h30 a sessão será apresentada pelo realizador Marco Martins. O cinema português está forte e repleto de talento! Não percam este último filme!

2018
- Prémios Sophia: 
Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Actor, Melhor Argumento Original, Melhor Direcção Artística, Melhor Actor Secundário, Melhor Realizador 
- Prémios Autores SPA, Portugal: 
Melhor Filme, Melhor Argumento, Melhor Actor de Cinema 

2017
 - Coimbra Caminhos do Cinema Português: 
Prémio Don Quijote/Júri IFSS/FICC, Melhor Actor Secundário, Melhor Actor

2016
 - Festival de Veneza:
 Prémio Orizzonti Melhor Actor. Nomeado Prémio Orizzonti Melhor Filme 
 

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