Mostra ar-livre cinema17
quinta — 13/07/2017

Comédia, drama – US/FR/DE, 2016, 118 min – M/14 – V.O. em Inglês – Legendado em Português

Realização e Argumento: Jim Jarmusch · Fotografia: Frederick Elmes · Com: Adam Driver, Golshifteh Farahani, Helen-Jean Arthur

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Sinopse:

O último filme de Jim Jarmusch é um verdadeiro deleite: um poema em prosa sobre a aceitação da vida com engenho e humor. Tem uma inocência quase milagrosa. E a cara de Adam Driver é algo de que nos enamoramos. Trata-se de um homem de nome Paterson, que trabalha em Paterson, Nova Jersey. A coincidência remete de algum modo para o poema poético (com esse nome e sobre esse lugar) da autoria do poeta William Carlos Williams. Paterson também é poeta (admirador de Williams) e condutor de autocarro. Escreve versos durante as pausas de trabalho. A sua mulher, Laura, anima-o na sua escrita e Paterson apoia os projectos de Laura. São um casal feliz, algo que não é frequente ser retratado no cinema. O novo filme de Jarmusch é um deleite: a história de Paterson e Laura que celebram a vida com grande humildade e graciosidade.

 

2016: Festival de Cannes: Secção oficial longas-metragens a concurso

2016: Prémios David di Donatello: Nomeado melhor filme estrangeiro

2016: Críticos de Los Angeles: Melhor actor (Adam Driver)

2016: Prémios Gotham: Nomeado melhor filme, guião e actor (Adam Driver)

 

Beberete de Inauguração patrocinado por CASA DAS PORTAS

sexta — 14/07/2017

Focus K. LOACH

Drama – GB/BE/FR, 2016, 100 min – M/12 – V.O. em Inglês – Legendado em Português

Realização: Ken Loach · Argumento: Paul Laverty · Fotografia: Robbie Ryan · Com: Dave Johns, Hayley Squires, Sharon Percy

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Sinopse:

O cinema de Ken Loach exala um romantismo irremediável. Loach é o representante quixotesco das minorias no ecrã. E por isso é incapaz de retirar-se, como tem vindo a anunciar há mais de cinco anos. Não consegue deixar inconclusa uma batalha interminável. Em Eu, Daniel Blake, o realizador mostra ter a mente mais lúcida do que em toda a sua carreira, e se possível o pulso mais firme, no momento de denunciar as injustiças e de apontar com implacável pontaria contra os oligarcas e déspotas do novo mundo. Um trabalhador, Daniel Blake, de 59 anos, sofre um enfarte. Diagnosticado como um grave problema de coração, recebe a indicação de deixar de trabalhar. No entanto, no momento de entregar os papéis, vê-se envolvido numa trama kafkiana que o exclui do subsídio a que tem direito. Nos serviços da segurança social conhece Katie. Numa situação cada vez mais desesperada, ambos se convertem em esperança e auxílio um do outro. O final adquire um tom não só reivindicativo, mas também épico: algo tão elementar como escrever com spray numa parede ou num papel: “Chamo-me Daniel Blake e sou um ser humano”.

Propomos que se veja conjuntamente com o documentário do mesmo realizador, O Espírito de ‘45.

 

 

2016: Festival de Cannes: Palma de Ouro

2016: Prémios BAFTA: Melhor filme britânico - 5 nomeações

2016: Prémios Goya: Nomeado melhor filme europeu

2016: Prémios César: Melhor filme estrangeiro

2016: Prémios David di Donatello: Melhor filme da União Europeia

2016: Prémios do Cinema Europeu: 4 nomeações, incluindo melhor filme

sábado — 15/07/2017

Comédia, drama – DE/AT/RO, 2016, 162 min – M/14 – V.O. em Alemão – Legendado em Português

Realização e Argumento: Maren Ade · Fotografia: Patrick Orth · Com: Peter Simonischek, Sandra Hüller, Michael Wittenborn, Thomas Loibl

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Sinopse:

Uma comédia original carregada de amargura, dirigida por Maren Ade, narra a extravagante luta de um pai para recuperar a sua filha, uma executiva agressiva, viciada no trabalho. A permanente farsa do pai fará com que a sua brilhante, pragmática e gélida filha fique à beira de um ataque de nervos ao ver em perigo a sua carreira, mas fá-la-á reaprender a sentir, a rir, a viver. Ao mesmo tempo que explora temas como o sexismo e a desumanidade do capitalismo, ou como pais e filhos conseguem ou não comunicar, o filme não precisa de nos brindar com finais felizes nem de nos mergulhar na tristeza para nos comover profundamente. A Academia de Cinema Europeu, presidida por Wim Wenders, atribuiu ao filme alemão os cinco prémios: Filme, Direcção, Guião, Melhor Actor (Peter Simonischek) e Melhor Actriz (Sandra Hüller). Aqueles que previam a graça e o encanto de Toni Erdmann tinham razão. É uma comédia insólita no melhor sentido, pontuada por gags fabulosos e situações que provocam o riso, dotada de poder de observação, retratando personagens muito credíveis e misturando realismo e disparate.

 

 

2017: 6 Prémios do Cinema Alemão, incluindo filme e director

2016: Prémios Óscar: Nomeado melhor filme de língua não inglesa

2016: Globos de Ouro: Nomeado melhor filme de língua não inglesa

2016: Prémios BAFTA: Nomeado melhor filme de língua não inglesa

2016: Prémios César: Nomeado melhor filme estrangeiro

2016: Prémios do Cinema Europeu: Melhor filme, director, guião, actor e actriz

domingo — 16/07/2017

TRAVELLING COUNTRY (País Viajante)

Animação – BU/HR, 2016, 14 min – (sem diálogos) 

Realização e Argumento: Ivan Bogdanov, Vessela Dantcheva

 

THE EAGLE HUNTRESS (A Caçadora e a Águia)

Documentário, aventura, família – US/GB/Mongólia, 2016, 87 min – V.O. em Cazaque – English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Otto Bell · Fotografia: Simon Niblett · Com: Daisy Ridley, Aisholpan Nurgaiv, Rys Nurgaiv

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TRAVELLING COUNTRY (País Viajante)

Sinopse: 

País Viajante é um filme sobre a colisão do passado, presente e futuro. É uma história fantástica sobre a procura da verdadeira identidade e liberdade.

 

THE EAGLE HUNTRESS (A Caçadora e a Águia)

Sinopse: 

Durante 2000 anos, o povo que habita a região ocidental da Mongólia praticou a tradição de caçar com águias reais, aves de rapina que podem chegar a atingir mais de dois metros de envergadura. Embora seja uma tarefa geralmente reservada aos homens, a jovem Aisholpan, de apenas 13 anos, está decidida a ser uma caçadora como o seu pai e o seu avô. Assim, começa a estudar os aspectos importantes e a técnica necessária para se poder dedicar a isso. Para o conseguir quer ganhar uma competição contra outros 70 participantes e, por essa via, ser finalmente aceite. Portanto, o filme põe em relevo questões gerais sobre o género no contexto tradicional da Mongólia.

Otto Bell dirige este documentário que inclui grandes paisagens e cenas quotidianas que mostram a dedicação de Aisholpan na sua luta para alcançar o seu sonho. Um documentário ideal para ver em família!

segunda — 17/07/2017
A Águia da Estepe

VERSÃO RESTAURADA

Aventura, biografia – URSS, 1975, 140 min – M/12 – V.O. em Russo, Chinês – English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Akira Kurosawa · Argumento: Akira Kurosawa, Yuriy Nagibin · Fotografia: Fyodor Dobronravov, Yuriy Gantman, Asakazu Nakai · Com: Yuriy Solomin, Mikhail Bychkov, Vladimir Khrulev

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Sinopse:

Dersu Uzala é um canto perfeito sobre a delicada relação entre dois mundos em vias de extinção: os cavaleiros exploradores do século XIX e os homens livres das montanhas. O capitão Vladimir Arseniev (1872-1930), um dos maiores exploradores russos, percorre a floresta oriental da Sibéria, elaborando mapas, cruzando rios e atravessando grandes florestas virgens. É uma viagem iniciática. A narração vai revelando o sentido da vida através dos olhos e das palavras de Dersu Uzala, o grande mestre vital, o Basho de Kamchatka. Baseado no livro de viagens escrito pelo capitão durante as suas três expedições geológicas, levadas a cabo por ordem do Czar entre 1902 e 1908. Dersu é a representação da vida do homem em conexão com a natureza, algo que já vai ficando longe das requintadas sociedades urbanas do início do século XX na Rússia. Com Dersu a floresta está animada, plena de mensagens: o fogo e a lua falam, o rio e as árvores são os seus habitantes. Dersu ensinará Vladimir e conviver em harmonia com a natureza e a respeitá-la para não perturbar a sua existência.

Quando Arseniev e Kurosawa nos revelam o fascínio crescente que a taiga tem sobre eles, surgem as cores das estações na floresta mágica da Sibéria.

 

 

1975: Óscar: Melhor filme de língua não inglesa

1975: Grande prémio no festival internacional de Moscovo

1976: Prémios David di Donatello: Melhor director estrangeiro

terça — 18/07/2017

Documentário – PT/JP, 2016, 112 min – V.O. em Inglês, Japonês – English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Cláudia Varejão · Fotografia: Cláudia Varejão · Com: Mayumi Mitsuhashi, Masumi Shibahara e Matsumi Koiso

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Sinopse:

O filme oscila entre o silêncio subaquático e a vida rural do exterior, onde as Ama-san, as mulheres do mar, ocupam um lugar especial, sendo reverenciadas e ao mesmo tempo incompreendidas. Há mais de 2000 anos que as Ama-san mergulham no mar. Em Wagu, uma pequena vila piscatória da península de Shima, no Japão, três mulheres de diferentes idades recolhem juntas moluscos há 30 anos. Sempre o fizeram sem botijas de oxigénio.

Cláudia Varejão mostra-nos as rotinas das Ama-san, a sua concentrada e meticulosa actividade de cada dia, tanto em terra como no mar. Estas mulheres do mar conseguiram conquistar um estatuto e, desta forma, colocam em questão o papel da mulher na sociedade japonesa.

 

 

2016: Menção Especial - Karlovy Vary Film Festival

2016: Doc-Lisboa: Melhor documentário

2016: Prémio Especial da Fundação Bellona - IFF Message to Man

2016: Prémio Ingreme/Doclisboa Melhor Filme da Competição Portuguesa

2016: Melhor Filme na Competição Extra Muros - Pravo Ljudski Film Festival

2016: Prémio Teenage - Porto/Post/Doc

2016: Melhor Filme - Play-Doc

quarta — 19/07/2017

Focus K. LOACH 

VERSUS: THE LIFE AND FILMS OF KEN LOACH
Documentário, biografia – GB, 2016, 93 min – M/12 – V.O. em Inglês – Legendado em Português

Realização: Louise Osmond · Fotografia: Roger Chapman · Com: Ken Loach, Paul Laverty, Alan Parker, Gabriel Byrne
 

THE SPIRIT OF '45  
Documentário – GB, 2013, 94 min – M/12 – V.O. em Inglês – Legendado em Português

Realização e Argumento: Ken Loach · Musica: George Fento

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Sinopse:

Versus: A vida e a Obra de Ken Loach é um retrato divertido, provocador e revelador sobre a vida e a carreira de Ken Loach, um dos mais famosos e controversos realizadores britânicos. A realizadora, Louise Osmond, mostra em perspectiva uma carreira que conta já com 50 anos, apresentando-nos um retrato inteligente e fascinante de um artista humilde e discreto. O documentário aborda fundamentalmente o processo de criação de Loach, graças aos depoimentos de numerosos entrevistados, amigos, adversários, colegas e familiares. Entre outros, encontramos Cillian Murphy, Gabriel Byrne, Paul Laverty, Dell Dunn, Alan Parker, Melvyn Bragg, Sheila Hancock, Ricky Tomlinson, Chris Menges, Crissy Rock e Barry Ackroyd. Este ano, Ken Loach celebra o seu 80.º aniversário e um grande filme que circula com a Palma de Ouro de Cannes: Eu, Daniel Blake. Com uma abordagem intimista, Versus retrata um homem e um grande cineasta que continua a agitar os espíritos com um cinema social e comprometido.



Sinopse:

O Espírito de 45 é composto em grande medida pelas entrevistas com aqueles que viveram a construção do Estado Social. O trabalhista Clement Attlee ganha de forma esmagadora as eleições ao vencedor da II Guerra Mundial, o conservador Winston Churchill. Se durante a guerra o país tinha adoptado um modelo colectivista para vencer o fascismo e havia conseguido cumprir o objetivo, por que razão não adoptar a mesma organização em tempos de paz? Foram estas as linhas mestras do Manifesto com que o partido Trabalhista se apresentou nos comícios de Julho de 1945. Desta forma, dá-se início à construção do Estado Social britânico. Até aos anos 80, quando Margaret Thatcher começa a demoli-lo para o entregar à iniciativa privada. A ideia do documentário é clara: a crise actual exige uma saída tão radical como a de então. É um tema de grande actualidade. De facto, o Partido Trabalhista anunciou recentemente, dentro do seu programa, a nacionalização de certas empresas. Mas o fundamental de O Espírito de 45 é que procura abrir o debate, agitar consciências, mostrar que a luta por um mundo mais justo e socializado é possível.

Propomos que seja visto em conjunto com o filme Eu, Daniel Blake.

quinta — 20/07/2017

Estreia em Portugal

Documentário – ES, 2016, 83 min – M/12 – V.O. em ES/FR/JP – English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Guillermo García López · Fotografia: Pablo Burmann · Música: Zeltia Montes

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Sinopse:

Prémio Goya para o Melhor Documentário em 2016. O filme limita-se a acompanhar a vida de um grupo de deserdados, cada um num ponto do planeta e cada um com um motivo diferente para se sentir humilhado. Um executivo japonês em Tóquio, cuja vida se baseia unicamente no seu trabalho para uma grande empresa e no consumo; uma comunidade subsaariana no Monte Gurugu, na fronteira entre a África e a Europa, que, arriscando a vida reiteradamente tenta passar para o “Primeiro Mundo”; uma família em Madrid que, apesar dos esforços para ter uma vida que o sistema entende como “normal”, acaba por ser despejada da sua própria casa. Três histórias de contradições que se desenrolam em diferentes lugares e, pelo meio, como uma coluna vertebral, o discurso entre a lucidez e a ingenuidade daquele que foi presidente do Uruguai, José Alberto Mujica. O que conta não é interpretar, mas mostrar o que existe, o que está a acontecer.

 

2017: Prémios Platino: Nomeado melhor documentário

2016: Prémios Goya: Melhor documentário. 2 Nomeações

sexta — 21/07/2017

Estreia em Portugal

Comédia, drama – MX, 2015, 93 min – M/14 – V.O. em Espanhol – English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Jack Zagha Kababie · Argumento: David Desola · Fotografia: Claudio Rocha · Com: Hoze Meléndez, José Carlos Ruiz

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Sinopse:

Almacenados é um filme que provocará risos e que aborda o que sucede durante uma semana no dia de trabalho dos protagonistas, um encarregado de armazém em vias de reformar-se e o jovem que será o seu substituto. Obra original do dramaturgo espanhol David Desolá, reconhecida mundialmente e que foi estreada no México em diferentes palcos teatrais. A versão cinematográfica de Almacenados (2015), a cargo de Jack Zagha Kababie, é uma produção agridoce sobre a velhice, os desafios geracionais e a sempre turbulenta vida laboral. Com uma proposta austera, com um desenvolvimento pausado, mas firme, Almacenados é um filme simultaneamente ajuizado e divertido, ideal para nos confrontarmos com a rotina, retirando o aspecto mais ácido e grotesco à realidade, e para poder dar a volta a situações aparentemente sem esperança.

 

 

2016: Prémios Ariel: Nomeações melhor actor (Ruiz), coactor (Meléndez) e guião adaptado

2016: Festival de Gijón: Prémio do público

sábado — 22/07/2017

Versão Restaurada

Ficção Científica – GB, 1966, 112 min – V.O. em Inglês – Legendado em Português

Realização: François Truffaut · Argumento: François Truffaut, Jean-Louis Richard · Fotografia: Nicolas Roeg · Com: Julie Christie, Oskar Werner, Anton Diffring

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Sinopse:

Baseado no famoso livro de Ray Bradbury, este filme retrata uma sociedade futura onde estão proibidos os livros e a leitura. Os “bombeiros” encarregam-se de estabelecer e manter os fogos nos 451 graus Fahrenheit necessários para queimar papel, mas nem todos estão dispostos a cumprir as leis. Bradbury imaginou esta distopia (1953) perante o auge da televisão nos Estados Unidos. Foi o primeiro filme a cor de Truffaut e com a cor abriu-se para ele uma nova dimensão criativa. Este filme de ficção científica contém abstracções visuais e conceptuais, que estiveram ausentes nos primeiros filmes do cineasta. As filmagens de Fahrenheit 451, que decorrerem principalmente na Grã-Bretanha, foram difíceis para o realizador, em parte por que não falava inglês, mas sobretudo porque teve problemas no trabalho com o actor principal, Oskar Werner (que interpretara o papel de Jules no filme Jules e Jim). Fahrenheit 451 continua a ser de uma audácia surpreendente. Um clássico fantástico para todos os públicos, recomendado para o público jovem! A não perder!

 

 

1966: Festival de Veneza: Nomeado Leão de Ouro

1966: Prémios BAFTA: Nomeada melhor actriz britânica (Julie Christie)

sexta — 11/08/2017
Corações de Pedra / Hearthstone

Drama – IS, DK, 2016, 129 min – M/14 – V.O. em Islandês – English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Guðmundur Arnar Guðmundsson · Fotografia: Sturla Brandth Grøvlen · Com: Baldur Einarsson, Blær Hinriksson, Diljá Valsdóttir

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Sinopse:

Corações de Pedra é basicamente um filme sobre a amizade. Aborda também a descoberta da sexualidade e a descoberta, tantas vezes desconcertante, da identidade sexual. A beleza das grandiosas paisagens da Islândia não diminui nem oculta a violência, a solidão ou a apatia deste povo isolado de pescadores. Uns pais ausentes que desconhecem os filhos. Umas crianças que vão descobrindo a sua maturidade copiando padrões de violência. E, não obstante este ambiente hostil, umas crianças que lutam pela amizade. Uma obra que se integra muito bem na tradição dos grandes filmes sobre a infância e a forma de encontrar o caminho para a vida adulta (como, por exemplo, Les quatre cents coups, para nos referirmos a um realizador cujo filme Fahrenheit 451 também será exibido na Mostra17). Corações de Pedra é um filme pleno de pureza e honestidade.

 

 

2016: Festival internacional de cinema de Chicago: Melhor filme, nomeado para competição de novos realizadores

2016: Festival de cinema europeu de Sevilha: Prémio Ocaña

2016: Festival de cinema de Veneza: Leão Queer

2017: Festival internacional de cinema de Dallas: Prémio especial do júri, nomeado para grande prémio do júri

sábado — 12/08/2017
A Criada / The Handmaiden

Suspense, romance – KR, 2016, 144 min – M/18 – V.O. em Coreano, Japonês – English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Chan-wook Park · Argumento: Seo-kyeong Jeong, Chan-wook Park · Fotografia: Chung-hoon Chung · Com: Min-hee Kim, Tae-ri Kim, Jung-woo Ha, Jin-woong Jo

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Sinopse:

Park Chan-wook tem um talento inato para nos hipnotizar com imagens sugestivas que transitam por uma narração enigmática e cativante. O realizador volta a mostrar a sua delicada sensibilidade e o seu domínio absoluto da câmara com uma belíssima encenação.

Fala-nos de uma jovem coreana (Sookee) que é contratada por um falso conde para se fazer passar por empregada de uma abastada mulher japonesa (Hideko). O acordo estabelece que a rapariga convença a senhora dos benefícios de se casar com o conde para que este acabe por tomar conta da sua herança. A priori, o único problema que se apresenta é que a herdeira vive numa enorme mansão sob a influência de um tio tirânico, um amante dos livros e das práticas sadomasoquistas.

Park divide as sequências sexuais, livres de tabus, entre as relações de dominação e as relações de prazer (remetendo-nos para o Marquês de Sade). Park é um mestre da criação de ambientes. Pelo seu estilo elegante e pelo crescendo da intriga, o coreano dá continuidade à linha hitchcockiana marcada por Stoker. É, sem dúvida, um dos melhores filmes do ano. A National Board of Review já o escolheu como uma das cinco melhores produções em língua estrangeira.

 

 

2016: Festival de Cannes: Secção oficial longas-metragens a concurso

2016: National Board of Review (NBR): Melhores filmes estrangeiros do ano

2016: Festival de Sitges: Prémio do público

2016: Critics Choice Awards: Nomeado melhor filme de língua não inglesa

2016: Críticos de Los Angeles: Melhor filme estrangeiro e desenho de produção

2016: Satellite Awards: Nomeado melhor filme de língua não inglesa

domingo — 13/08/2017

Versão Restaurada

Road Movie, drama – DE/FR/GB, 1984, 144 min – M/12 – V.O. em Inglês – Legendado em Português

Realização: Wim Wenders · Argumento: L.M. Kit Carson, Sam Shepard · Fotografia: Robby Müller · Com: Dean Stockwell, Harry Dean Stanton, Sam Shepard, Nastassja Kinski

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Sinopse:

A inesquecível e hipnótica BSO de Ry Cooder soa sob um sol impiedoso e algo começa a mexer dentro de nós. Tendo sido vencedora da Palma de Ouro em 1984, é, no entanto, uma obra atemporal. Uma viagem profunda sobre as desilusões amorosas e as incertezas da vida. O argumento de Sam Shepard e a fotografia de Robby Müller são extraordinários. Há uma interessante articulação entre as cores gritantes do néon, com um excesso de informação visual, e o vazio do deserto. Da mesma maneira, as personagens encontram-se divididas entre dois pontos: entre onde estão e onde querem estar. Um filme precioso e elegante, num tom melancólico, mas sensual, pacientemente narrado e pleno de diálogos serenos. Trata-se de uma versão restaurada. Não a percam!

 

 

1984: Cannes: Palma de Ouro, Prémio do Jurado Ecuménico, FIPRESCI

1984: Nomeado para Globo de Ouro: Melhor filme estrangeiro

1984: BAFTA: Melhor director. Nomeado filme, guião adaptado e música

1984: Prémios César: Nomeado melhor filme estrangeiro

1984: David di Donatello: Prémio René Clair. Nomeado melhor filme estrangeiro

1984: Prémios do Cinema Alemão: 2º melhor filme

Festa de encerramento por i.f.t. – Rui silva – >O instituto fonográfico tropical < 

O instituto fonográfico tropical é uma colecção crescente de discos de vinil que afloram um contorcionismo musical entre duas vogais, do semba para o samba, passando a jusante de uma tranche de cúmbias, coladeras, soukous, e do diabo a quatro em saiotes com palmeiras.

http://i-f-t.github.io/    

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