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quinta — 3/10/2019
Estreia Oficial !

Após o filme música com Rush do Lavagante

Convento do Carmo | Open Air Cinema

Documentário- EUA/PT, 2018, 50 min. - M/12 - V.O em Inglês / Legendado em Português
Realização e fotografia: Sophie Rousmaniere

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No sul de Portugal, onde se encontram as mais belas praias de toda a Europa, grandes empresas de petróleo e gás adquirem contratos de exploração de combustíveis fósseis ao longo da sua costa.
João Camargo, ativista e especialista em questões climáticas, Ângela Rosa, uma agricultora local e Laurinda Seabra, uma ex funcionária da indústria petrolífera na África do Sul, lutam para salvar a sua terra e formam grupos comunitários de apoio.
Tido como um verdadeiro exemplo de união e força civil o filme levanta as seguintes questões -  Pode o envolvimento cívico fazer a diferença? Podemos fazer a diferença nos dias de hoje? Quem está realmente no comando, políticos ou moradores locais?

 

domingo — 29/09/2019

convento do carmo

Drama – FR, 2018, 113 min. M/12 – V.O. em Francês - Legendado em Português
Realização: Stéphane Brizé · Argumento: Ralph Blindauer, Stéphane Brizé, Olivier Gorce, Olivier Lemaire, Xavier Mathieu · Fotografia: Eric Dumont · Com: Vincent Lindon, Mélanie Rover, Jacques Borderie
 
 

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Sem razões que o justifiquem, uma vez que o ano anterior se tinha revelado bastante lucrativo, a administração da Perrin Industrie decide fechar portas em França e reabri-las na Roménia, onde os salários são substancialmente mais baixos. Desesperados, os 1100 trabalhadores decidem fazer o possível para manter os seus empregos. A liderá-los está Laurent Amédéo, um homem reivindicativo e sem nada a perder…
Com passagem na competição no Festival de Cinema de Cannes, este é um filme dramático sobre a injustiça e precariedade no trabalho que conta com assinatura de Stéphane Brizé ("Mademoiselle Chambon", "A Lei do Mercado", “A Vida de Uma Mulher”). O argumento é da autoria de Brizé, de Ralph Blindauer e de Olivier Gorce; o elenco conta com o veterano Vincent Lindon (na sua quarta colaboração com Brizé), Mélanie Rover, Jacques Borderie, Davi d Rey e Olivier Lemaire, entre outros. PÚBLICO
 

Chicago International Film Festival (2018) – Melhor Exibição de Stéphane Brizé e Olivier Gorce

quinta — 26/09/2019

convento do carmo

Drama, Fantasia e Horror – NOR/FR/DEN/SWE, 2017, 116 min. M/16 – V.O. em Norueguês e Sueco – Legendado em Português
Realização: Joachim Trier · Argumento: Eskil Vogt e Joachim Trier · Fotografia: Jakob Ihre · Com: Eili Harboe, Kaya Wilkins, Henrik Rafaelsen
 
 

 

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Thelma (Eili Harboe) é uma jovem tímida que sempre viveu numa pequena localidade rural da Noruega. Quando ingressa no curso de Biologia na Universidade de Oslo, vê-se sozinha pela primeira vez. Um pouco assustada com a sua nova vida, descobre em Anja (Kaya Wilkins) o apoio de que necessita. Mas, à medida que se desenvolve uma relação amorosa entre as duas raparigas, Thelma descobre em si inesperados poderes paranormais que afectam não só a própria saúde, mas tudo em seu redor. 
Com estreia internacional no Festival de Cinema de Toronto (Canadá), um "thriller" sobrenatural realizado por Joachim Trier, que escreve o argumento em parceria com Eskil Vogt, tal como acontecera nos seus filmes anteriores: "Reprise" (2006), "Oslo, 31 de Agosto" (2011) e "Ensurdecedor" (2015). PÚBLICO

 

Denver Film Critics Society (2018) – Melhor Filme de Língua Estrangeira
FEST International Film Festival (2018) – Melhor Filme

domingo — 22/09/2019
ciclo Luis Buñuel

convento do carmo

Drama e Comédia – ES/MEX, 1961, 90 min. M/12 – V.O. em Espanhol e Inglês – Legendado em Português
Realização: Luis Buñuel · Argumento: Julio Alejandro e Luis Buñuel · Fotografia: José Fernández Aguayo · Com: Silvia Pinal, Francisco Rabal , Fernando Rey
 
 

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 Buñuel estava há mais de vinte anos radicado no México, quando foi, com alguma pompa, convidado para voltar a filmar em Espanha. Quem se lembrou da brilhante ideia depressa se arrependeu. Buñuel foi ao mais fundo e mais provocatório do seu anti-clericalismo e fez de "Viridiana" uma ferocíssima sátira ao catolicismo e à sua presença na sociedade espanhola. Para grande embaraço do governo, o filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes. O Director Geral da Cinematografia foi posto na rua, e Franco tentou proibir que a obra fosse estreada na Europa (em Espanha e Portugal foi proibida). Buñuel voltou para o México sem que alguém lhe pedisse para ficar. Texto: Cinemateca Portuguesa

Cannes Film Festival (1961) – Luis Buñuel

quinta — 19/09/2019

CONVENTO DO CARMO

 

Drama – COL/DEN/MEX/GER/SWI/FR, 2018, 125 min. M/14 – V.O. em Wayuu, Espanhol e Inglês - English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Cristina Gallego e Ciro Guerra · Argumento: Maria Camila Arias, Jacques Toulemonde Vidal e Cristina Gallego · Fotografia: David Gallego · Com: Carmiña Martínez, José Acosta, Natalia Reyes

 

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Durante a década de 1960, os EUA vêem nascer o movimento “hippie” altura em que, entre muitas outras coisas, se vulgariza o consumo de estupefacientes. Alguns anos mais tarde, decididos a fazer fortuna, um grupo de norte-americanos investe em Guajira, na Colômbia, onde estabelecem uma plantação de marijuana com o intuito de a exportarem para o seu país. É assim que uma família da tribo Wayuu é atraída para o negócio de tráfico de droga. Ao aceitarem as condições de produção, os Wayuu descobrem o poder do dinheiro fácil, mas também os riscos resultantes da ganância, que ameaça destruir os seus costumes e tradições.
Estreado no Festival de Cannes, um drama baseado em factos verídicos sobre a origem do narcotráfico na Colômbia. Com realização de Ciro Guerra ("La Sombra del Caminante", "Los Viajes del Viento" ou “O Abraço da Serpente”) e da estreante Cristina Gallego, conta com Natalia Reyes, Carmiña Martínez e Jose Acosta nos papéis principais. PÚBLICO

 

Ariel Awards, Mexico (2019) – Melhor Filme Latino-Americano de Cristina Gallego

Prêmios Fénix – Fenix Film Awards (2018) – Melhor Filme, Melhor Música e Melhores Atores

domingo — 15/09/2019

CONVENTO DO CARMO

Comédia– FR, 2018, 108 min. M/14 – V.O. em Francês - Legendas em Português
Realização: Pierre Salvadori · Argumento: Benjamin Charbit, Benoît Graffin, Pierre Salvadori · Fotografia:  · Com: Adèle Haenel, Pio Marmaï, Audrey Tautou
 
 

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A detective Yvonne Santi descobre que Jean, seu marido e colega recentemente falecido durante uma missão, era um homem corrupto e não o herói que todos julgam. Percebendo que, por culpa dele, um inocente foi acusado e enviado para a cadeia para cumprir oito anos de pena, Yvonne decide que tem de fazer alguma coisa para remediar a injustiça. Contudo, não demora muito até ela se arrepender dessa decisão...
Uma comédia policial da autoria de Pierre Salvadori ("Faça Favor…", "Inatingível", "Uma Doce Mentira") segundo um argumento seu, de Benoît Graffin e de Benjamin Charbit. Os actores Adèle Haenel, Pio Marmaï, Audrey Tautou, Vincent Elbaz e Damien Bonnard dão vida às personagens.
PÚBLICO
 

Cannes Film Festival (2018) – Realização de Pierre Salvadori  
Lumiere Awards, France (2019) – Melhor Exibição de Pierre Salvadori, Benoît Graffin e Benjamin Charbit

quinta — 12/09/2019

CONVENTO DO CARMO

Drama – ES/FR/DEN, 2018, 107 min. M/16 – V.O. em Espanhol e Catalão - 
English Subtitles / Legendado em Português

Realização: Jaime Rosales · Argumento: Michel Gaztambide, Clara Roquet e Jaime Rosales · Fotografia: Hélène Louvart · Com: Bárbara Lennie, Alex Brendemühl, Joan Botey 

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Petra nunca conheceu o pai. Muito menos soube quem ele era ao certo. Após a morte da mãe, decide ir à procura dele. O que encontra não é propriamente animador: a sua busca leva-a até Jaume, um artista cruel, e à sua família. À medida que vai investigando, o passado vai chegando à superfície e cada vez mais mentiras, omissões e más acções vão sendo reveladas. Uma tragédia do catalão Jaime Rosales. PÚBLICO

 

Vencedor Cine Ceará – National Cinema Festival (2018) – Melhor Filme, Melhor Realização de Jaime Rosales
Gaudí Awards (2019) – Melhor Ator Secundário Oriol Pla

domingo — 11/08/2019
Filme apresentado pela realizadora Rita Azevedo Gomes

 

Drama - PT,  2018, M/12, 136 min. V. O. em Português e Alemão/English Subtitles

Realização e Argumento: Rita Azevedo Gomes
Adaptação e Diálogos: Rita Azevedo Gomes, Agustina Bessa-Luís (Conto: Robert Musil)
Fotografia: Acácio de Almeida
Com: Clara Riedenstein, Marcello Urgeghe, Rita Durão, Pierre Léon

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Em conjunto com a célebre e recentemente falecida escritora Agustina Bessa-Luís, Rita Azevedo Gomes adapta o segundo dos três contos que Robert Musil escreveu no livro Três Mulheres (1924). Esta história segue os dias de uma nobre lusa (Clara Riedenstein) que, depois de se casar com o barão Von Ketten (Marcello Urgeghe), permanece à espera do marido no castelo até ao final da guerra contra o bispo de Trento.

Da história de Musil surge a inspiração, a atmosfera do filme, mas à diferença do conto, o filme coloca o foco da história na vida da portuguesa, numa espera sem termo. Há uma estranha beleza no tempo parado; cenas como naturezas-mortas e pinturas flamengas. Não por estar suspensa, senão pelo facto de estar à espera, a batalha da portuguesa pode ser muito mais devastadora que a guerra do barão Von Ketten.

2018: Festival Mar del Plata: Selecção Oficial
2019: Festival de Berlim: Selecção Oficial - Forum

2019: Festival Internacional de Cinema de Las Palmas de Gran Canária: Prémio "Lady Harimaguada" de Ouro

sábado — 10/08/2019

Crime, Drama - JP, 2018, M/14, 120min. V. O. em Japonês/Legendado em Português/English Subtitles

Realização e Argumento: Hirokazu Koreeda 
Fotografia: Ryuto Kondô 
Com: Lily Franky, Sakura Andô, Kirin Kiki

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Galardoado com a “Palma de Ouro” no Festival de Cannes (2018), Shoplifters, de Hirokazu Koreeda, apresenta-nos uma família que vive à margem do resto da sociedade japonesa. Shoplifters é um filme brilhante e audacioso, intenso e surpreendente, um dos melhores de Koreeda. Muito devido às brilhantes performances do elenco, o resultado é um drama gratificante e profundamente comovente, revivendo temas de filmes anteriores como Nobody Knows (2004) e Like Father Like Son (2013). 

Apesar de toda a sua gentileza e calmaria, Shoplifters tem uma visão devastadoramente clara sobre o Japão moderno. Usualmente, o cinema japonês mostra-nos duas sociedades possíveis. Uma é bastante avançada, onde as pessoas vivem comodamente tirando proveito da tecnologia e do capitalismo. A outra retrata o mundo do crime organizado, onde ninguém parece dedicar-se aos delitos por fome. Por isso, Shoplifters surpreende mostrando com naturalidade as penúrias de uma classe trabalhadora que arduamente ganha aquilo que necessita para sobreviver, sem precisar de romantizar a pobreza nem tão pouco a delinquência. 

As lentas revelações, as interacções naturais e o espaçamento prudente entre o choque e a surpresa são prova de que este mestre cineasta está em perfeita sintonia com os seus desígnios e a sua arte.

 

2018: Festival de Cannes: Palma de Ouro

sexta — 9/08/2019
Verão

Biografia, Música, Romance - RUS, 2018, M/12, 126 min. V. O. em Russo/Legendado em Português/English Subtitles

Realização: Kirill Serebrennikov 
Argumento: Mikhail Idov, Lili Idova, Iván Kapitonov, Kirill Serebrennikov
Fotografia: Vladislav Opelyants
Com: Teo Yoo, Irina Starshenbaum, Roman Bilyk

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O cineasta russo Kirill Serebrennikov (The Student) regressa ao grande ecrã com uma homenagem aos primeiros anos do rock russo. Leto (Verão) coloca-nos nos meandros do rock underground, em Leningrado, nos anos 80, inserindo-se num clima em que a mudança é pedida mas também sentida.

Um rockstar aclamado, Mike (Roman Bilyk), luta para promover o rock na decadente União Soviética, quando outro músico, Viktor Tsoi (Tee Yoo), surge como um novo talento promissor. Surge então um triângulo amoroso em torno destas duas personagens e a mulher de Mike, Natasha (Irina Starshenbaum). Juntos, eles vão mudar a trajetória do rock n'roll na União Soviética.

No fundo, esta é uma história de músicos que lidam com várias camadas de frustração - cultural, artística, pessoal - mas que conseguem superar-se, de uma forma ou de outra. 
Na maior parte das vezes, Leto é filmado num preto e branco lustroso que às vezes pode parecer arenoso, mas na maioria das vezes transforma Leto num devaneio sobre rock 'n' roll, funcionando como uma história mais universal de luta e de sonhos. 

2018: Festival de Cannes: Melhor Compositor; Nomeado Palma de Ouro 
2019: Russian Guild of Film Critics: Melhor Realizador, Melhor Compositor
2019: Nika Awards: Melhor Realizador, Descoberta do Ano (Roman Bilyk)