quinta — 3/05/2018 — 21h30
O Estudante de Praga

 

Musicado ao vivo por “Misterious Travellers” (Martin Lücke & Michel Mounier)

Drama, Fantasia – DE, 1913, 85 min. – M/14 – V.O. em  Alemão – English Subtitles
Realização: Paul Wegener, Stellan Rye · Argumento: Hanns Heinz Ewers (adaptação), Edgar Allan Poe (conto), Alfred de Musset (poema) · Fotografia: Guido Seeber · Com: Paul Wegener, Grete Berger, Lyda Salmonova
 

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Considerado o pioneiro dos filmes independentes (a obra não teve mão de nenhum grande estúdio e foi o filme mais conhecido do período, levando muita gente para os cinemas), O Estudante de Praga também entra no páreo para ser classificado como o filme que deu origem ao movimento expressionista do cinema alemão, e existe uma grande possibilidade de que realmente tenha sido.

Os elementos clássicos do gênero ainda estão tímidos no longa de Paul Wegener e Stellan Rye, mas já são perfeitamente identificáveis. A obra é um horror misto de drama romântico e fantasia, que além de citações de Alfred de Musset e do conto William Wilson, de Edgar Alan Poe, trabalha com a ideia do duplo e da figura do diabo comprando a alma de alguém, além de questões morais e éticas inspiradas em O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde; Aventuras de uma Noite de São Silvestre, de E.T.A Hoffmann e Fausto, de Goethe (Plano Crítico, 2016).
 

quinta — 10/05/2018 — 21h30

Documentário– BR, 2016, 94 min. – M/12 – V.O. Português
Realização: Eryk Rocha · Argumento: Eryk Rocha, Juan Posada · Fotografia: Erik Rocha, Renato Valone · Montagem:  Renato Valone Com: Nelson Pereira Dos Santos, Glauber Rocha, Leon Hirszman


 

 

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Filme-ensaio que investiga poeticamente o principal movimento cinematografico latinoamericano, através do pensamento dos seus principais autores: Nelson Pereira do Santos, Glauber Rocha, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Walter Lima Jr, Paulo César Saraceni, entre outros.

Festival de Cannes - Prémio L´Oeil d´Or (Olho de Ouro) de Melhor Documentário
SANFIC - Festival Internacional do Chile - Prémio Especial do Júri 

 

quinta — 17/05/2018 — 21h30

Drama – AR, BR, ES, FR, MX, US, PT, LB, 2017, 115 min. – V.O. em  Espanhol – Legendado em Português
Realização: Lucrecia Martel · Argumento: Lucrecia Martel (argumento), Antonio Di Benedetto (romance)  · Fotografia: Rui Poças · Com:  Lola Dueñas, Daniel Giménez Cacho, Matheus Nachtergaele

 

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Final do século XVIII. Don Diego de Zama é um oficial da coroa espanhola enviado para a cidade de Assunção, no Paraguai, para cobrir um posto fronteiriço. Os anos vão passando e ele sem realizar o seu maior objectivo: ser transferido novamente para Buenos Aires (Argentina), onde espera poder regressar para a família. Farto de esperar por uma oportunidade que teima em não chegar, junta-se a um grupo de homens cuja missão é capturar um criminoso...
Estreado mundialmente no Festival de Veneza – onde foi exibido fora de competição –, um filme de aventura com assinatura da realizadora argentina Lucrecia Martel ("O Pântano", "A Rapariga Santa", "A Mulher Sem Cabeça") que se baseia no romance homónimo escrito, em 1956, por Antonio di Benedetto. Com o português Rui Poças – cujo nome está associado, enquanto director de fotografia, às imagens de filmes de cineastas de relevo como Fernando Lopes, Catarina Ruivo, Jorge Silva Melo, João Mário Grilo, Margarida Gil, Miguel Gomes ou João Pedro Rodrigues –, "Zama", é uma co-produção entre Argentina, Brasil, Espanha, França, México, Estados Unidos, Holanda e Portugal (representado pela produtora e distribuidora O Som e a Fúria). O elenco inclui nomes como Daniel Giménez Cacho, Lola Dueñas, Matheus Nachtergaele ou Juan Minujín. PÚBLICO

Festival de Havana – Melhor guião, Melhor Direcção, Melhor direcção artística
Festival de Sevilha - Prémio especial do Jury
Festival de Veneza, Toronto – Nomeações

quinta — 24/05/2018 — 21h30
CUSTÓDIA PARTILHADA

Drama– FR, 2017, 99 min. – M/12 – V.O. em Francês – Legendado em Português
Realização e Argumento: Xavier Legrand · Fotografia: Nathalie Durand · Com:  Léa Drucker, Denis Ménochet, Thomas Gioria

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Depois de uma separação particularmente difícil, Miriam e Antoine estão a finalizar o processo de divórcio. Têm dois filhos em comum: Joséphine, já com 18 anos, e Julien, de apenas 11. De modo a garantir a segurança dos filhos, uma vez que existe historial de violência por parte do ex-marido, Miriam pede custódia total do mais novo, algo de que Antoine discorda totalmente. Apesar dos argumentos dela e de uma carta à juíza em que Julien explica os motivos de não querer ficar aos cuidados do pai, a magistrada intercede a favor de Antoine e opta pela guarda partilhada. Usado como arma de arremesso por ambos os progenitores, o rapaz tentará encontrar um modo de evitar o pior…

Um filme excelente escrito e realizado por Xavier Legrand (que aqui se estreia na longa-metragem mas que, em 2013, foi nomeado para um Óscar pela curta "Avant que de tout perdre"). Os actores Léa Drucker, Denis Ménochet, Thomas Gioria e Mathilde Auneveux integram o elenco (PÚBLICO).


Festival de Veneza - Leão de Prata- Melhor Realizador 

Festival de San Sebastián - Prémio do Público - Melhor Filme Europeu

quinta — 31/05/2018 — 21h30

Documentário, Biografia – BR/AR/PT/GR/FR, 2016, 145 min. – M/12 – V.O.  em Português – Legendado em Inglês
Realização e Argumento: Rita Azevedo Gomes · Fotografia: Acácio de Almeida, Jorge Quintela · Montagem: Rita Azevedo Gomes, Patricia Saramago · Com: Mário Barroso, Luís Miguel Cintra, Tânia Dinis

 

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Um filme-ensaio onde a realizadora Rita Azevedo Gomes encena a correspondência de 20 anos entre dois amigos: Sophia de Mello Breyner Andresen, poetisa que ficou no Portugal cinzento salazarista onde tudo se percebia nas entrelinhas; e Jorge de Sena, escritor auto-exilado, primeiro no Brasil e depois nos EUA, em busca de uma liberdade que também acabaria por sentir escapar-lhe entre as mãos. Recusando a simples ilustração visual, este filme coloca actores, amigos, artistas e figuras públicas a lerem excertos de cartas ou de poemas de Sophia e Jorge de Sena, intercalados com planos de lugares com evocações das suas vidas. Jorge Mourinha (PÚBLICO)

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