domingo — 5/08/2018
Sessão apresentada pelo realizador Marco Martins

Às 18h00 Conversa aberta ao público entre Marco Martins e o investigador de cinema Miguel Dinis de Oliveira na ‘Casa das Artes’ de Tavira.  

Em parceria com a 'Casa das Artes' de Tavira

Drama – PT/FR, 2016  – M/14 – 102 min. V.O. em Português / English Subtitles 
Realização: Marco Martins · Argumento: Marco Martins, Ricardo Adolfo · Fotografia: Carlos Lopes · Com: Nuno Lopes,  Mariana Nunes, David Semedo

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Para evitar que a sua mulher e filho voltem para o Brasil, Jorge, um pugilista desempregado, aceita o trabalho de cobrador de dívidas, num mundo cheio de crime e violência. São Jorge de Marco Martins (Melhor Realizador no Festival de Macau) é um duro retrato sobre as consequências da intervenção da Troika em Portugal. Foi seleccionado pela Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas para representar Portugal na Cerimónia dos Óscares, como melhor filme estrangeiro, tal como para os prémios Goya, como melhor filme ibero-americano. São Jorge é um filme repleto de momentos memoráveis, com a belíssima fotografia de Carlos Lopes. O actor Nuno Lopes recebeu o Prémio Orizzonti como Melhor Actor no Festival de Veneza, onde se estreou o filme.
Às 18h00 estão todos convidados para uma conversa aberta ao público entre Marco Martins e o investigador de cinema Miguel Dinis de Oliveira na ‘Casa das Artes’ de Tavira. 
Às 21h30 a sessão será apresentada pelo realizador Marco Martins. O cinema português está forte e repleto de talento! Não percam este último filme!

2018
- Prémios Sophia: 
Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Actor, Melhor Argumento Original, Melhor Direcção Artística, Melhor Actor Secundário, Melhor Realizador 
- Prémios Autores SPA, Portugal: 
Melhor Filme, Melhor Argumento, Melhor Actor de Cinema 

2017
 - Coimbra Caminhos do Cinema Português: 
Prémio Don Quijote/Júri IFSS/FICC, Melhor Actor Secundário, Melhor Actor

2016
 - Festival de Veneza:
 Prémio Orizzonti Melhor Actor. Nomeado Prémio Orizzonti Melhor Filme 
 

sábado — 4/08/2018
Le Redoutable

50 anos de Maio de 68

Biografia, Comédia dramática – FR/IT, 2017 – M/14 – 107 min. V.O. em Francês / English Subtitles / Legendado em Português 
Realização: Michel Hazanavicius · Argumento: Michel Hazanavicius (Autobiografia: Anne Wiazemsky) ·  Fotografia: Guillaume Schiffman · Com: Louis Garrel,  Stacy Martin, Bérénice Bejo

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Durante as filmagens de La Chinoise, o cineasta francês Jean-Luc Godard apaixona-se pela actriz Anne Wiazemsky. Um ano mais tarde, após ter-se casado com Anne e aparentemente ter encontrado a estabilidade, Godard está envolvido numa crise devido à recepção negativa do seu filme e aos conflitos sociais que se estão a desenvolver em Paris. Le Redoutable, em português, Godard, o Temível, retrata muito bem uma época. Recria a sua estética, as suas cores, a sua atmosfera, as suas atitudes ideológicas, e faz isso seguindo Godard, um militante maoista dos sete costados, egocêntrico, irritante para com os seus amigos, admiradores e esposa. O livro “Une Année studieuse” de Wiazemsky é o material em que se baseia o filme de Michel Hazanavicius, premiado com 5 Óscares por O Artista (2011). Sem dúvida, vão rir-se com esta personagem em permanente crise.
Em Maio de 1968 o Festival de Cannes foi interrompido. Os cineastas Jean-Luc Godard, François Truffaut e Claude Lelouch boicotaram a 21ª edição. Em seguida, os cineastas Roman Polanski, Louis Malle e a actriz Monica Vitti, jurada do festival, anunciaram a sua adesão aos protestos. Finalmente, Milos Forman, Carlos Saura e Alain Resnais, que competiam pela Palma de Ouro, retiraram os seus filmes. Falamos do famoso Maio de 68 que inundava as ruas de Paris e que este ano celebra o seu 50º aniversário.


2018
Prémios César:
Nomeado Melhor Director e Actor, Melhor Fotografia, Melhor Guião Adaptado, Melhor Direcção Artística
2017
Festival de Cannes: 
Secção Oficial

domingo — 29/07/2018

Comédia –GB/FR, 2017  – M/12 – 106 min. V.O. Inglês / Legendado em Português 

Realização: Armando Iannucci · Argumento: Armando Iannucci, David Schneider, Ian Martin, Peter Fellows (BD: Fabien Nury, Thierri Robin) · Fotografia: Zac Nicholson · Com: Steve Buscemi,  Simon Russell Beale,  Jeffrey Tambor.

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A segunda longa-metragem do escocês Armando Iannucci recria a morte do Presidente da União Soviética, Josef Stalin, ocorrida em 5 de Março de 1953, e a luta pela sucessão que se desenvolveu nos dias subsequentes à sua morte. Esta sátira política é inspirada na BD homónima dos franceses Fabien Nury e Thierry Robin. Armando Iannucci é conhecido pelas suas obras de sátira política, como foi a sua primeira longa-metragem In the Loop, ou pelas suas séries para televisão, como The Thick of It ou, a ainda activa, Veep, que recria o ambiente de uma vice-presidente fictícia dos Estados Unidos e a insanidade permanente da política de Washington.

Este filme já causou um verdadeiro escândalo na Rússia. O Ministério da Cultura da

Rússia cancelou, dois dias antes da data marcada, a estreia desta comédia franco-britânica,

denunciada como ofensiva por cineastas e políticos russos. A Morte de Estaline devolve-nos um género que achávamos perdido, a sátira política, um tema que nos deu filmes maravilhosos no passado, como Duck Soup (Os Grandes Aldrabões), O Grande Ditador ou um mais atual como o Dr. Strangelove ou Como aprendi a parar de me preocupar e a amar a bomba. Todos eles filmes hilariantes!

2018

 - Monte Carlo Film Festival

Melhor Realizador 

- Festival de Cinema de Gotemburgo:

Nomeado Competição Internacional 

- Prémios BAFTA

Nomeado Melhor argumento, Melhor Filme Britânico

2017

-Festival Internacional de Turim: 

Prémio FIPRESCI 

-Festival Internacional de Toronto: 

Nomeado Platform Prize,  Armando Iannucci 

segunda — 30/07/2018
O Quadrado

Comédia dramática – SE/FR/DE/DK, 2017, 142 min. – M/14 – V.O. em Sueco / English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Ruben Östlund · Fotografia: Fredrik Wenzel · Com: Claes Bang, Elisabeth Moss, Dominic West

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Somos conscientes e coerentes com as nossas acções quando falamos e invocamos os ideais de igualdade e fraternidade? Essa é uma das muitas perguntas que O Quadrado lança, a comédia de Ruben Östlund, vencedora da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Como em Turist (Força Maior), o seu filme anterior, no qual a avalancha de neve não era

uma ameaça real, também em O Quadrado a simulação traz à tona a verdadeira natureza do director do museu, Christian, interpretado por Claes Bang. Na véspera da inauguração de uma nova instalação chamada "The Square", na qual o conceito de que "A Praça" é um espaço onde "todos se devem sentir seguros e felizes e confiar nas pessoas", Christian é assaltado. O roubo da carteira tornará patente o seu lado mais mesquinho, especialmente para aqueles que ele considera intelectual e economicamente inferiores. Contrariado por sentir-se como uma victima, ele cria um plano para localizar o telemóvel. A pesquisa irá revelando uma realidade muito diferente daquela em que normalmente se move: a miséria que também existe nas ruas de Estocolmo. O jogo entre o natural e o artificial, entre a verdade e o simulacro, entre o que se encaixa numa estrutura civilizadora e o que não se encaixa, são os planos nos quais o filme se move. Östlund lembra-nos o que está fora da caixa e fá-lo com enorme graça!

2018

-Prémios Óscar: 

Nomeado Melhor Filme de Língua Estrangeira

-Globos de Ouro

Nomeado Melhor Filme em Língua Estrangeira

-Prémios Goya:

Melhor Filme Europeu

2017 

-Festival de Cannes: 

Palma de Ouro - Melhor Filme

-European Film Awards:  

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Comédia, Melhor Actor, Melhor Argumento, Melhor Direcção Artística

-Associação de Críticos de Cinema de Chicago: 

Melhor Filme de Língua Estrangeira 

terça — 31/07/2018
Insyriated

Drama – FR/BE/LB, 2017 – M/16 – 87 min. V.O. Árabe / English Subtitles / Legendado em Português 

Realização e Argumento: Philippe Van Leeuw · Fotografia: Virginie Surdej · Com: Hiam Abbass,  Diamand Bou Abboud,  Juliette Navis.

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No interior de um apartamento em Damasco, uma família de classe média vive com medo da ameaça exterior. A esta família, junta-se uma das vizinhas com um filho recém-nascido e o seu marido. A saída à rua deste último será o dispositivo narrativo da história, que se vai desenrolando sobre uma fingida quotidianidade das acções. A personagem interpretada por Hiam Abbas reforça o poder feminino construindo um refúgio em sua casa para manter a salvo os que puder proteger. Na Síria, do realizador belga Philippe Van Leeuw, não é um relato sobre a guerra, nem sobre o conflito sírio em particular, em nenhum momento mostra a crueldade de forma explícita, está antes mais interessado em retratar as atitudes e implicações humanas perante a guerra. Poderia tratar-se perfeitamente de qualquer outro lugar. O filme parece plasmar na perfeição a frase «O mundo está à minha volta e não em frente», do filósofo Merleau-Ponty. A resposta de por que todas as suas personagens estão encerradas encontra-se no exterior; um exterior invisível para nós, onde o som assume um lugar fundamental na história. Um filme verdadeiramente cativante!

2017

- Festival de Berlim

Prémio do Público (Secção Panorama)

- Copenhagen Film Festivals

Prémio do Público Politikens

- Festival de Sevilha

Grande Prémio do Público

quarta — 1/08/2018
Teströl és Lélekröl

Drama, Romance, Fantasia – HU, 2017, 116 min. – M/16 – V.O. Húngaro / English Subtitles / Legendado em Português

Realização e Argumento: Ildikó Enyedi · Fotografia: Máté Herbai · Com: Alexandra Borbély, Géza Morcsányi, Réka Tenki

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Corpo e Alma é um filme original, terno e dinâmico, com uma narração de base principalmente poética. É uma fábula mágica que pendula entre a dura realidade e os sonhos. É a história entre duas personagens solitárias que tentam desajeitadamente aproximar-se uma da outra e encontrar o seu lugar no mundo, com muitos momentos que podem produzir sorrisos no espectador pela originalidade dos protagonistas.

Durante uma inspecção médica, uma psicóloga descobre que dois funcionários de uma fábrica de produtos de carne, Endre e María, compartilham os mesmos sonhos todas as noites. O problema é que Endre renunciou ao amor e Maria tem Asperger, não conseguindo deixar que lhe toquem.

Corpo e Alma, vencedor do Urso de Ouro no passado Festival de Berlim e do prémio para Melhor Filme no Festival de Cinema de Sydney, marca o regresso da realizadora e argumentista húngara Ildikó Enyedi, que volta à realização com seu quinto filme, depois de 18 anos em que esteve desaparecida cinematograficamente. Com uma fotografia primorosa, testemunhamos um forte contraste entre as imagens de uma fábrica de produtos de carne e as de um belo bosque nevado. Uma fotografia que encarna os sonhos compartilhados entre as duas personagens e que retrata magnificamente as emoções que se descolam dos sonhos e se filtram na vigília. Fabuloso, poético e lindo!

2018

-Prémios Óscar

Nomeado Melhor Filme em Língua Estrangeira

-Festival Internacional de Sofia

Melhor Filme

2017

-Festival de Berlim

Urso de Ouro  Melhor Filme, Prémio FIPRESCI, Prémio Ecuménico do Júri

-Prémios do Cinema Europeu

Melhor Actriz  

-Festival de Sidney: 

Melhor Filme 

quinta — 2/08/2018
A Livraria

Drama – ES/GB/DE, 2017 – M/12 – 115 min. V.O. em Inglês  / Legendado em Português 

Realização: Isabel Coixet · Argumento: Isabel Coixet (Romance de Penelope Fitzgerald) ·  Fotografia: Jean-Claude Larrieu · Com: Emily Mortimer,  Patricia Clarkson,  Bill Nighy

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The Bookshop, a nova longa-metragem de Isabel Coixet, uma adaptação do romance homónimo de Penelope Fitzgerald, recupera uma das melhores autoras inglesas do séc. XX, sendo The Bookshop um dos livros mais comoventes desta escritora extraordinária. No fim dos anos 50, Florence Green decide tornar realidade um dos seus maiores sonhos: abandonar Londres e abrir uma pequena livraria numa aldeia da costa britânica. Mas para sua surpresa esta decisão vai provocar todo o tipo de reações entre os habitantes da localidade. Coixet conta esta história com extraordinária delicadeza. Imagens, diálogos, silêncios, pequenos e reveladores gestos convivem em harmonia, envolvidos por uma atmosfera magnética. O seu intimismo é contagiante. Grande vencedora dos prémios Goya na passada edição, Isabel Coixet triunfa com três prémios: Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Adaptado. The Bookshop conta com um grande elenco, tendo nos principais papéis Emily Mortimer, Patricia Clarkson e Bill Nighy. Uma história simples que toca o coração dos espectadores!

2018 

-Prémios Goya: 

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado (12 Nomeações)

-Prémios Feroz

3 Nomeações

-Prémios Gaudí

Melhor Direção de Arte, Melhor Música Original (12 Nomeações)

-Berlin Film Festival / Fora de Competição

-Círculo de Escritores Cinematográficos (CEC): 

Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Fotografia

sexta — 3/08/2018
In memoriam de Harry Dean Stanton (1926-2017)

Drama – US, 2017, 88 min. – M/14 – V.O. em Inglês / Legendado em Português

Realização: John Carroll Lynch · Argumento: Logan Sparks, Drago Sumonja · Fotografia: Tim Suhrstedt · Com: Harry Dean Stanton, David Lynch, Ron Livingston

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Lucky mostra como é bonito chegar ao crepúsculo da vida e ser capaz de reflectir lucidamente sobre ela. Lucky é um homem solitário. Um dia, ele sofre uma pequena queda que o faz repensar a situação solitária em que se encontra. Mas Lucky, em vez de entrar em depressão e auto-comiseração, procura pequenas emoções em pequenos detalhes da sua vida diária. Não há grande trama narrativa, uma personagem heróica resolvendo conflitos, apenas um homem vivendo o dia-a-dia. Existe um jogo de espelhos entre a vida de Lucky e Harry Dean Stanton. Uma imbricação que vai desde factos biográficos até à criação de relações de amizade entre personagens que refletem sobre a sua própria realidade, como é o caso da participação de David Lynch no filme. A ponto de poder afirmar-se que em ambas as obras, a terceira temporada de Twin Peaks e Lucky, Harry Dean Stanton se foi interpretando a si mesmo. Dois artigos diretamente ligados ao seu primeiro grande papel em Paris, Texas, aquele homem solitário e perdido vagueando no meio do deserto. Com um elenco de personagens (com artistas convidados de luxo) e histórias díspares, é a estreia como realizador do aclamado ator John Carroll Lynch, com uma carta de amor à vida e à carreira de Harry Dean Stanton. Não deixe passar, é uma doçura de história!

2017 

-Festival de Locarno

Competição Oficial

-Gotham Awards: 

Nomeado Melhor Actor (Dean Stanton)

-Satellite Awards

Melhor Actor (Dean Stanton), Melhor realizador - Primeiro Trabalho

-Festival de Gijón: 

Melhor Actor (Harry Dean Stanton), Melhor Banda Sonora Original

-Chicago Film Critics Awards

Nomeado Melhor Actor (Dean Stanton), Realizador Mais Promissor